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Cerco no Seixal: morador alcoolizado inventou atiradores

Cerco no Seixal: morador alcoolizado inventou atiradores

Emigrante recém-chegado de França dispara contra moradores e PSP no Seixal, entrega-se e culpa encapuzados.

O cerco policial ao bairro de Santa Marta do Pinhal foi motivado por um emigrante regressado esta semana, ao fim de 15 anos em França, e que, alcoolizado disparou três tiros de caçadeira, do telhado de sua casa, contra um café onde estavam vários moradores. Quando a Polícia chegou, disse que estava a defender-se de encapuzados barricados na sua casa, o que desencadeou todo o aparato de segurança. Testemunhas garantiram ao JN que o emigrante tinha sido o único a disparar e não houve outros intervenientes. O homem chegou a ser levado pela PSP, mas foi libertado durante a noite.

Alertada por moradores, a Polícia chegou ao bairro às 12.20 horas de terça-feira. O atirador, de nome Roberto, terá disparado contra os agentes, antes de tentar fugir pelo telhado e se entregar, contando a história dos encapuzados. Ao fim de oito horas de um cerco que envolveu a Unidade Especial de Polícia e negociadores, os agentes entraram na casa e encontraram-na vazia. No chão, apenas invólucros de cartuchos disparados por Roberto, que foi levado pela PSP e libertado durante a noite, tendo regressado ao bairro.

Na quarta-feira de manhã, o suspeito foi visto a ser de novo conduzido para fora do bairro por polícias, agora algemado, mas não pela PSP, apesar de esta força ter regressado ao local, para acudir a uma rixa entre vizinhos. A Polícia Judiciária, que investiga o caso, não tinha, na quarta-feira à noite, formalizado qualquer detenção, sem confirmar ter levado Roberto.

A intervenção policial na noite de terça-feira deixou os moradores pouco satisfeitos, por terem esperado mais de oito horas para poderem regressar às suas casas. No entanto, mostravam compreensão pelo zelo da PSP. "Os agentes tinham de fazer o trabalho deles, pela segurança de todos nós moradores", disse ao JN uma moradora, sob anonimato. Alberto Cabral, 52 anos, foi surpreendido pelo caso, pois considera o bairro pacífico. "Há muitos trabalhadores, nunca houve qualquer conflito cá dentro porque o bairro está cheio de crianças, que brincam sempre na rua", garante.

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