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Certidões falsas garantem nacionalidade a imigrantes

Certidões falsas garantem nacionalidade a imigrantes

Rede criminosa operava a partir de apartamento dos Olivais. Investigação do SEF começou com a deteção de um menor ilegal no Aeroporto de Lisboa.

Três elementos de um grupo altamente organizado foram condenados, pelo Tribunal Criminal de Lisboa, a penas de prisão efetiva por auxílio à imigração ilegal. Os condenados falsificavam cartões de cidadão, passaportes e até certidões de nascimento, que permitiam, sobretudo a cidadãos brasileiros, residir e trabalhar na Europa. Outros conseguiram obter a nacionalidade portuguesa. O anúncio dos serviços era feito na "darkweb", os documentos enviados pelo correio e o lucro obtido investido na bolsa ou em criptomoedas. Centenas de imigrantes beneficiaram do esquema, que começou a ser investigado em março do ano passado.

Nessa data, o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) identificou um estrangeiro, no Aeroporto de Lisboa, a tentar introduzir ilegalmente no país um menor oriundo de Luanda, Angola. As diligências realizadas pelos inspetores permitiram descobrir que os documentos de identificação da criança eram falsos e tinham sido produzidos por um grupo que, pelo menos desde 2018, se dedicava a forjar cartões de cidadão, passaportes, cartas de condução e ainda extratos bancários, recibos de ordenado e faturas de água e luz.

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