Arganil

Comandante de Bombeiros detido por conduzir ambulância com excesso de álcool

Comandante de Bombeiros detido por conduzir ambulância com excesso de álcool

O comandante dos Bombeiros Voluntários de Arganil, Nuno Costa, foi detido pela GNR, na quinta-feira à noite, por conduzir uma ambulância com uma taxa de alcoolemia superior a 1,2 gramas de álcool por litro de sangue. À "Rádio Clube de Arganil", o presidente da Associação Humanitária dos Bombeiros, Pedro Pereira Alves, afirmou que o condutor terá sido denunciado, porque andou aos "ziguezagues" com a ambulância, quando pegou no telemóvel para telefonar ao veterinário municipal, por causa do atropelamento de um gato, a vários quilómetros de distância.

Fonte do Comando Territorial da GNR de Coimbra informou apenas que o detido conduziu a ambulância com uma taxa de alcoolemia considerada crime (acima de 1,2 g/l) no transporte de um doente para o Centro de saúde de Arganil, por volta das 22 horas de quinta-feira. A detenção foi formalizada já perto das 24 horas.

O presidente da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Arganil (AHBVA), Pedro Pereira Alves, contou que o comandante sujeitou-se a vários testes de despistagem de álcool no sangue. "No final, estaria à volta de 1,6", afirmou, em entrevista à "Rádio Clube de Arganil".

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O dirigente associativo também informou que, após a detenção, Nuno Costa "demitiu-se imediatamente", tanto do cargo de comandante como do vínculo laboral que tinha como motorista. "Disse que a situação era grave, que punha em causa o bom nome dos bombeiros", contou Pedro Pereira Alves, sublinhando que não deixaria de demiti-lo, se ele próprio não tomasse a iniciativa.

O comandante terá confessado que, na quinta-feira, "almoçou mais tarde, aqui num restaurante da vila", tendo bebido "vinho à pressão, fresco". "Nós sabemos que muitas vezes estes vinhos são algo perigosos, até pelo próprio gás. Pensamos que estamos a beber vinho com nove a 11 graus e estamos a beber vinho com graduação mais elevada", comentou Pedro Pereira Alves, sublinhando que não estava a tentar "desculpar a situação."

Atropelamento de gato gera "altercação"

O comandante terá sido denunciado pelo familiar do doente que seguiu na ambulância, na viagem de cerca de 20 quilómetros entre a localidade de Bucelão e o centro de Saúde de Arganil, explicou Pedro Pereira Alves, na entrevista de mais de 20 minutos que deu à rádio local para esclarecer o caso.

Segundo o seu relato, o caso envolveu outra ocorrência, o atropelamento de um gato, à frente do quartel dos Bombeiros.

De baixa médica, o dirigente associativo tentou contactar o veterinário municipal, para que este tratasse do gato, mas o mesmo não atendeu o telefonema. Por este facto, ligou ao comandante, na altura em que este estava envolvido no transporte do doente de Bucelão, o que o terá feito demorar-se e causado uma "altercação" com familiares do doente.

Depois, enquanto conduzia a ambulância para o centro de saúde, Nuno Costa terá pegado no telemóvel para tentar, ele próprio, falar com o veterinário, mas "deve ter dado ali uns ziguezagues", disse Pedro Pereira Alves, explicando que terá sido isto a originar a denúncia: "Vinha um familiar atrás [na ambulância] e deve ter telefonado à GNR", afirmou.

A GNR dirigiu-se então ao centro de saúde, onde terá feito dois testes de despistagem de álcool ao condutor da ambulância.

Nuno Costa foi libertado e ter-se-á apresentado, esta sexta-feira, no Tribunal Judicial de Arganil. Até ao momento, não foi possível apurar o resultado da diligência judicial.

O presidente da Associação Humanitária garantiu ainda ter ficado "muito surpreendido" com a situação, porque Nuno Costa "proibia o alcool dentro da instituição". "Sempre se mostrou um operacional cuidadoso, meticuloso, procurando defender os interesses da associação", afirmou também Pedro Pereira Alves, dizendo que ainda há um mês se tinha pronunciado formalmente a favor da passagem de Nujno Costa ao quadro de honra da corporação.

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