Crime

Condenado por ataque à Academia de Alcochete apanha três anos de prisão por tráfico

Condenado por ataque à Academia de Alcochete apanha três anos de prisão por tráfico

O Tribunal de Almada condenou, este mês, Leandro Almeida, um dos 41 agressores de jogadores do Sporting na Academia de Alcochete, a três anos e quatro meses de prisão por tráfico de estupefacientes e detenção de arma proibida.

Os crimes que lhe valeram nova condenação pelo Tribunal de Almada ocorreram enquanto o arguido aguardava em liberdade pela decisão do recurso aos cinco anos de prisão efetiva pelo ataque à Academia de Alcochete. Leandro vendia cerca de 50 pacotes de cocaína por semana a partir de casa, no Barreiro, e foi apanhado em fevereiro pela PSP, que o vigiava. Quando a polícia irrompeu pela sua casa, apreendeu a cocaína que o suspeito vendia, bem como uma caçadeira de canos cerrados com munições.

Numa semana, os agentes da PSP que vigiaram a casa do suspeito deram conta de oito vendas. Os compradores tocavam à campainha, entravam e pouco depois saiam de casa do suspeito. Na interceção pelos agentes da PSP, todos tinham em sua posse cocaína.

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O agressor do dente de ouro, como foi descrito pelos jogadores do Sporting foi um dos mais ávidos nas agressões. Esbofeteou Marcus Acuña e Fredy Montero no balneário e sovou e pontapeou Bas Dost quando este estava no chão à saída.

A decisão do recurso às agressões na Academia de Alcochete foi conhecido um mês depois de Leandro ser detido por tráfico de droga, tendo a Relação mantido a pena de cinco anos de prisão efetiva por 17 crimes de ofensa à integridade física qualificada, 11 crimes de ameaças agravadas e um crime de introdução em lugar vedado ao público.

Com Leandro, foram condenados a prisão efetiva outros sete agressores, entre os quais o ex líder da Juve Leo, Fernando Mendes, e Rúben Marques, o agressor de Bas Dost com um cinto.

No recurso à condenação das agressões aos jogadores do Sporting, o arguido tentou mostrar que estava livre do consumo de droga para se livrar da prisão efetiva, mas os juízes desembargadores não acreditaram. No acórdão, os juízes referem que "o que se prova não é que tenha abandonado o consumo, mas que refere que o abandonou. São factos distintos, sendo que é típico dos toxicodependentes a não assunção do vício".

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