
Jorge Branco, o homem de 44 anos, que está a ser julgado pelo homicídio da mulher, Carla, de 36 anos, perpetrado em março deste ano, em Famalicão, apresentou aos juízes do Tribunal de Guimarães uma outra versão do crime.
O arguido admitiu que a queria matar, mas negou que tivesse premeditado o crime e que tivesse intenção de desmembrar o corpo, contrariando a acusação do Ministério Público.
Depois de no início do julgamento ter apresentado mais do que uma versão do que aconteceu, o arguido confessou que quis matar a vítima, depois da mulher lhe ter dito que queria o divórcio. "Dei-lhe dois esticões [com um garrote] e ela ficou inanimada", contou acrescentando que colocou a mulher na mala do carro.
Dirigiu-se para a casa de amigos em Fradelos e, apesar de ter ouvido a vítima gemer, só parou o carro no destino. Quando chegou à casa dos amigos, tirou-a da mala e arrastou-a até à porta da habitação.
Admitiu ter colocado um lençol na boca, "pressionou" para a matar. O arguido disse ainda ter tido a "ideia" de chamar uma ambulância e suicidar-se. Porém, quando saía, foi impedido pela GNR, alertada por um vizinho que ouviu gritos da mulher.
