Manifestação

Confronto entre polícias e feirantes em Lisboa. PSP acusada de criar desacatos 

Confronto entre polícias e feirantes em Lisboa. PSP acusada de criar desacatos 

Uma manifestação de feirantes e itinerantes, junto ao Ministério das Finanças, em Lisboa, resultou na tarde desta sexta-feira em confrontos com a PSP.

Luís Paulo Fernandes, da Associação dos Profissionais Itinerantes Certificados (APIC), avança ao JN que foi agredido pela PSP depois de, juntamente com outros manifestantes, dizer que não saía do Terreiro do Paço até ser recebido pelo Ministério das Finanças.

"Pedimos para ir para a sombra por nos estarmos a sentir mal ao sol. Dissemos que não saíamos até sermos ouvidos e foi aí que a PSP levantou o cacetete e começou a agredir-nos. Há agentes fardados sem identificação e são esses que normalmente usam o cacetete. Foram eles que provocaram e causaram isto", acusa.

Ainda segundo Luís Fernandes, a PSP apreendeu o material dos feirantes e não os deixou manifestarem-se. "Já demos provas de que nos manifestamos civilizadamente e estão a condicionar o nosso direito de manifestação", diz ainda.

O porta-voz da PSP, Nuno Carocha, por sua vez, diz que os feirantes tentaram furar o cordão policial. "Um pequeno grupo dos 60 manifestantes decidiu ultrapassar o perímetro de segurança definido pela PSP. Tentaram empurrar-nos para entrarem no ministério e nós não deixamos. Um deles, numa primeira investida, escorregou e caiu com a cabeça", avança ao JN.

Este manifestante teve "um pequeno corte na cabeça e foi socorrido no local", tendo depois sido transportado para o Hospital de São José.

"Numa segunda investida, uma pessoa, com os ânimos mais exaltados, tentou ultrapassar o cordão policial e foi para a esquadra para ser identificado. Tanto quanto sei não está detido", informa ainda.

Os 60 manifestantes concentraram-se esta tarde de sexta-feira junto ao Ministério das Finanças para reclamarem mais apoios à sustentabilidade dos seus negócios e a suspensão do pagamento de alguns impostos, como o Imposto Único de Circulação. Os negócios itinerantes em eventos culturais, feiras e festas, a maioria canceladas, estão comprometidos desde o início da pandemia da covid-19.

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