
Nuno Pinto Fernandes/ Global Imagens
Um dos dois suspeitos da morte brutal de um homem de nacionalidade chinesa, com 42 anos, no Porto de Setúbal, em maio de 2019, e que foi detido no início do mês em Madrid já está em prisão preventiva. Foi extraditado e presente esta quinta-feira ao Tribunal de Setúbal, que decidiu pela medida de coação mais gravosa. O segundo suspeito continua em parte incerta.
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Na origem do crime, estão dívidas de 70 mil euros da vítima a uma rede de tráfico de meixão que operava na cidade. Sem meios para conseguir pagar a dívida dentro dos prazos acordados, foi assassinado. Os dois suspeitos, de nacionalidade chinesa, torturaram e executaram a vítima com seis tiros e deixaram o corpo num terreno baldio no Porto de Setúbal.
Depois do crime, fugiram para Madrid, onde o agora suspeito foi identificado e localizado pela Polícia Judiciária de Setúbal, com a colaboração da Polícia Nacional de Espanha. O homem de 51 anos deu entrada no mesmo hotel na zona de Léganés onde deixou a viatura com que fugiu de Portugal poucas horas depois do crime, a cinco de maio de 2019.
O suspeito está acusado, desde o final do ano passado, do crime de homicídio qualificado pelo Ministério Público de Setúbal, que aguardava pela detenção para o levar a tribunal. O segundo suspeito, também de nacionalidade chinesa, continua em parte incerta. Tal como o agora detido, é alvo de mandado de detenção internacional, que foi emitido pouco tempo depois do homicídio.

