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Suspeito de homicídio durante festejos do título entregou-se à PJ

Suspeito de homicídio durante festejos do título entregou-se à PJ

A Polícia Judiciária deteve, na segunda-feira à noite, o suspeito de ter matado um adepto portista durante os festejos do título, na madrugada de domingo, no Porto. Renato Gonçalves, que estava escondido em casa de um tio e estava a ser monitorizado pela PJ, entregou-se voluntariamente aos inspetores na via pública, no centro do Porto, e quer colaborar, diz a advogada.

Renato Gonçalves, o principal suspeito da morte de Igor Silva durante os festejos do título de campeão nacional do F. C. Porto, foi detido esta madrugada depois de se ter entregado aos inspetores Polícia Judiciária do Porto cerca da 1 hora. A advogada do arguido, Poliana Ribeiro, disse ao JN que Renato estava "com um familiar. Estava previsto entregar-se ao longo do dia desta terça-feira, mas, para evitar o aparato e confusão, preferiu durante a noite", acrescentou.

À saída do edifício da Polícia Judiciária do Porto esta manhã, a advogada do jovem, garantiu que este "está disposto a colaborar e esclarecer a verdade". De acordo com a causídica, está "preocupado" e "assustado" com toda a situação e ainda não é claro se será presente ao Tribunal de Instrução Criminal ainda esta segunda-feira.

O JN já tinha avançado que o jovem de 19 anos - filho de "Marco Orelhas", elemento dos Super Dragões, também considerado suspeito no homicídio - se deveria entregar esta terça-feira na Polícia Judiciária (PJ) para ser interrogado. O arguido será agora presente a primeiro interrogatório judicial para aplicação das medidas de coação.

De acordo com informações recolhidas pelo JN, os inspetores da PJ já tinham localizado Renato numa habitação situada no centro do Porto. Seria a casa de um tio. Durante a noite e após contactos com a PJ, o arguido aceitou sair da habitação para ser detido pelos inspetores, que o conduziram para as instalações da PJ. A arma do do crime ainda não foi apreendida. O suspeito deve, ainda hoje, ser levado para o Tribunal de Instrução Criminal do Porto para ser interrogado por um juiz.

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Segundo explica nota da PJ, emitida esta terça-feira, o homicídio aconteceu "em retaliação por uma sucessão de agressões que, desde janeiro deste ano, vinham ocorrendo entre o arguido, familiares deste e a vítima". "Na ocasião, um grupo de indivíduos, de entre os quais o arguido, perseguiu a vítima, alcançando e agredindo a mesma com murros e pontapés", pode ler-se no comunicado, que acrescenta que, dada a intervenção de alguns populares, também agredidos, "a vítima logrou afastar-se do local, vindo a ser surpreendida pelo arguido", que, "munido de uma arma branca de dimensões significativas, a atingiu repetidamente e com extrema violência, provocando-lhe a morte". O grupo agressor dispersou e o presumível autor das agressões mortais fugiu.

No bairro de Ramalde, no Porto, onde vivia a vítima, Igor Silva, dezenas de familiares e amigos prestaram-lhe homenagem, pedindo que a justiça seja rápida na resolução do caso.

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