Santa Margarida

Dez militares acusados por praxe violenta na Polícia do Exército

Dez militares acusados por praxe violenta na Polícia do Exército

O Ministério Público acusou dez militares de abuso de autoridade por ofensa à integridade física, abuso de autoridade por prisão ilegal e uso ilegítimo de armas, crimes previstos no Código de Justiça Militar.

Os crimes terão ocorrido em diversas ocasiões entre 6 e 14 de junho de 2017, no Campo Militar de Santa Margarida, em Constância, num alegado contexto de praxe.

Na altura dos factos, todos os arguidos eram militares e, à exceção de um, desempenhavam funções na Polícia do Exército (PE). Após a chegada de quatro novos elementos para o PE, os arguidos terão decidido submetê-los a uma praxe.

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Segundo um comunicado do Ministério Público de Lisboa, os arguidos "forçaram a ingestão de bebidas alcoólicas, vendaram e agrediram fisicamente os ofendidos, taparam-lhes o rosto com uma fronha, algemaram-nos e lançaram-lhes jatos de água sobre o corpo e cara, dificultando-lhes a respiração".

O documento frisa que, numa das situações, chegou a ser disparada uma arma, desmuniciada, o que provocou grande sentimento de pânico numa das vítimas.

Após investigação dirigida pelo DIAP de Lisboa, com a coadjuvação da Polícia Judiciária Militar, foi agora deduzida acusação contra os dez arguidos pela prática dos crimes de abuso de autoridade por ofensa à integridade física, abuso de autoridade por outras ofensas, abuso de autoridade por prisão ilegal e uso ilegítimo de armas, crimes previstos no Código de Justiça Militar.

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