"Operação Cashball"

Diretor do Sporting saiu em liberdade e terá de pagar caução de 60 mil euros

Diretor do Sporting saiu em liberdade e terá de pagar caução de 60 mil euros

André Geraldes, braço direito de Bruno de Carvalho, foi libertado na noite desta quinta-feira, depois de ser ouvido no Tribunal de Instrução Criminal do Porto. Terá de pagar uma caução de 60 mil euros.

À saída do Tribunal de Instrução Criminal do Porto, André Geraldes manteve-se em silêncio, e o seu advogado confirmou que, além da caução de 60 mil euros, o 'team manager' do Sporting fica impedido de exercer funções desportivas, bem como de contactar os restantes três arguidos, dirigentes, árbitros e atletas de qualquer modalidade do Sporting.

Paulo Silva, o homem que denunciou um alegado esquema de corrupção destinado a favorecer jogos de andebol e de futebol do Sporting, ficou proibido de falar com a comunicação social e saiu em liberdade do tribunal do Porto, ficando também impedido de contactar com os arguidos, os dirigentes, árbitros e atletas de qualquer modalidade do Sporting, não podendo também exercer atividades ligadas ao desporto.

Gonçalo Rodrigues, funcionário do clube e João Gonçalves, empresário, que se remeteram também ao silêncio saíram igualmente em liberdade, mediante as mesmas condições.

Estas foram as medidas que tinham sido pedidas pelo Ministério Público à juíza de instrução criminal.

O braço direito de Bruno de Carvalho, André Geraldes, optou por manter-se em silêncio, no interrogatório judicial da tarde desta quinta-feira, no Tribunal de Instrução Criminal do Porto, onde foi levado pela Polícia Judiciária com os outros três detidos na operação "Cashball".

De acordo com informações recolhidas pelo JN, também Gonçalo Rodrigues, funcionário do Sporting, e João Gonçalves, empresário, se recusaram a prestar declarações ao juiz de instrução criminal. Apenas Paulo Silva, o arrependido, que entregou à justiça um telemóvel com mensagens de WhatsApp, atestando de um alegado esquema de corrupção, com pagamento de luvas a árbitros de andebol e jogadores da primeira liga, destinado a favorecer o Sporting, aceitou prestar declarações.

André Geraldes, Gonçalo Rodrigues, João Gonçalves e Paulo Silva foram ontem detidos pela Polícia Judiciária do Porto que efetuou buscas na SAD do Sporting Clube de Portugal, em Alvalade, mas na casa do empresário que denunciou a alegada corrupção de árbitros no campeonato de Andebol da época transata e de jogadores da Liga.

O homem, recorde-se, já tinha sido constituído arguido em março, quando apresentou a primeira denúncia. Desde então, foi ouvido mais três vezes. No interrogatório da tarde desta quinta-feira, voltou a afirmar ter participado no alegado esquema de corrupção em oito partidas de futebol e dez de andebol. Confirmou tudo o que tinha dito nos anteriores interrogatórios.