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Diretora do SEF demite-se

Cristina Gatões, diretora do SEF, demitiu-se, esta quarta-feira, na sequência das pressões relacionadas com a morte de um cidadão ucraniano no aeroporto de Lisboa, quando se encontrava à guarda do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras.

No entanto, em comunicado, o Ministério da Administração Interna enquadra a demissão de Cristina Gatões numa redefinição do "exercício das funções policiais relativas à gestão de fronteiras e ao combate às redes de tráfico humano".

"É neste novo quadro institucional que a Diretora Nacional do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, Cristina Isabel Gatões Batista, cessa funções a seu pedido e com efeitos imediatos", estando a direção do organismo a cargo dos "Diretores Nacionais Adjuntos José Luís do Rosário Barão - que assume a função de Diretor em regime de suplência - e Fernando Parreiral da Silva".

Nos últimos dias, a diretora do SEF tem estado sob fogo, com o PSD a exigir a sua demissão, na sequência da morte de um cidadão ucraniano no aeroporto de Lisboa.

Depois de ter tentado entrar ilegalmente em Portugal, por via aérea, a 10 de março, o ucraniano Ihor Homenyuk morreu no aeroporto de Lisboa, em circunstâncias que, após investigação, já conduziram à acusação de três inspetores, por "tortura evidente", e à demissão do diretor e do subdiretor de Fronteiras do aeroporto.

A 30 de setembro, o Ministério Público acusou três inspetores do SEF do homicídio qualificado de Ihor Homenyuk.

A 16 de novembro, a diretora nacional do SEF admitiu que a morte do cidadão ucraniano resultou de "uma situação de tortura evidente".

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Quando questionada pela RTP sobre se tinha posto o lugar à disposição do ministro da Administração Interna, que tutela o SEF, ou se tinha pensado demitir-se, Cristina Gatões disse que "não".

Após a morte de Ihor Homenyuk, o ministro da Administração Interna determinou a instauração de processos disciplinares ao diretor e subdiretor de Fronteiras de Lisboa, ao Coordenador do EECIT do aeroporto e aos três inspetores do SEF, entretanto acusados pelo Ministério Público, bem como a abertura de um inquérito à Inspeção-Geral da Administração Interna (IGAI).

Na sequência deste inquérito, a IGAI instaurou oito processos disciplinares a elementos do SEF e implicou 12 inspetores deste serviço de segurança na morte do ucraniano.

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