Matosinhos

Dois embrulhos com telemóveis e droga apanhados na cadeia de Custóias

Dois embrulhos com telemóveis e droga apanhados na cadeia de Custóias

Não param as tentativas de introduzir droga e objetos proibidos nas cadeias. Numa semana, guardas prisionais intercetaram dois embrulhos, com haxixe e telemóveis, atirados para o pátio a partir do exterior do estabelecimento prisional de Custóias, em Matosinhos. Três reclusos foram identificados quando se preparariam para recolher as encomendas.

O primeiro embrulho foi detetado no pátio da prisão e iria ser recolhido por um preso que foi intercetado por guardas prisionais. Outros dois reclusos alegadamente conhecedores do esquema estavam nas imediações para acompanhar a operação de recolha e foram igualmente identificados.

O embrulho tinha comprimidos e haxixe e terá sido arremessado por cima do muro de vedação da cadeia durante a hora de almoço para aproveitar a rendição de guardas prisionais.

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O arremesso do segundo pacote foi efetuado na última sexta-feira, durante a noite. Aquele foi encontrado pelas 9 horas, no pátio da prisão. Tinha cinco telemóveis e um cabo para carregar os aparelhos. Neste caso, nenhum recluso foi visto a tentar recolhê-lo.

Fenómeno em crescendo

O arremesso de embrulhos para o interior das prisões tem-se intensificado nos últimos meses. Em agosto último, fonte prisional garantiu ao JN que foram detetados, quase todas as semanas, pacotes com droga e outros artigos no perímetro dos estabelecimentos prisionais. Só num desses pacotes, detetado na cadeia de Custóias, havia meio quilo de haxixe, quantidade de droga considerável para o contexto prisional.

Na ocasião, a Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais, que agora não respondeu às questões do JN, confirmou que "têm sido detetados, no momento em que têm lugar, alguns arremessos de objetos para o interior do estabelecimento prisional do Porto". "Objetos estes que têm sido, naturalmente apreendidos e, sempre que contêm produtos presumivelmente estupefaciente, encaminhados para análise no laboratório da Polícia Judiciária", acrescentou.

Fogo de artifício para distrair

Uma das estratégias para introduzir embrulhos nas cadeias passa por lançar pequenas caixas com 12 a 16 foguetes junto aos muros das cadeias e esperar. "Se algum guarda for ao local averiguar o que se passou, o lançamento é abortado. Mas se ninguém sair da cadeia fica-se a saber que a costa está livre e o pacote é arremessado", descreve uma das fontes.

O barulho dos foguetes a rebentar serve, ainda, para alertar os reclusos de que a encomenda foi atirada e no dia seguinte podem tentar recolhê-la. "Para evitar que isto aconteça, tentamos fazer uma vistoria ao espaço antes da abertura das celas. Mas nem sempre isso é possível", alerta.

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