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Dono de restaurante confessa que violou regras "para pagar dívidas"

Dono de restaurante confessa que violou regras "para pagar dívidas"

A GNR tinha avisado empresário para encerrar estabelecimento em Felgueiras. Mas ele desobedeceu e passou a usar a garagem da vizinha como sala de refeições.

O dono de um restaurante em Felgueiras admitiu, esta quinta-feira, no tribunal que, apesar de já ter sido advertido pela GNR, continuou a servir clientes usando a garagem de uma vizinha como sala de refeições. "Assumo tudo. Tenho muitas dívidas e foi para as pagar", confessou Vítor Carvalho.

Pouco antes de começar a audiência, em frente ao Tribunal de Felgueiras, o proprietário garantia, revoltado e rodeado de supostas testemunhas, que "estava a funcionar só em take-away e não estava a servir ninguém". Porém, perante o juiz, mudou de versão e admitiu, sem reservas, o crime.

A 25 de janeiro, a GNR já tinha apanhado o Caffé Caffé de porta aberta e em pleno funcionamento. Informaram o dono de que tinha de fechar e se não cumprisse incorria no crime de desobediência.

A 4 de fevereiro, pelas 13.40 horas, uma patrulha da GNR apercebeu-se de um número anormal de carros numa rua lateral perto do restaurante, em Refontoura. Foram inspecionar e detetaram que, na garagem da casa contígua, havia seis pessoas a almoçar. As refeições vinham do restaurante através de um portão que ligava os dois quintais. Os presentes foram identificados e o dono detido.

Ontem, perante o juiz, Vítor Carvalho confessou: "Admito. Foi tudo para pagar dívidas". O empresário justificou-se com as muitas contas que tem para pagar. E lamentou não poder pedir apoios ao Estado porque tem dívidas à Segurança Social e às Finanças.
A procuradora do Ministério Público não se comoveu: "Não tem desculpa. Se tivesse cumprido com as obrigações, talvez pudesse ter beneficiado de apoios. Agora, é uma bola de neve".

Para o seu advogado, Vítor fez o que fez em desespero, por isso pediu uma pena de multa, pelo mínimo possível. O crime de desobediência pode ser punido com pena de prisão até um ano ou 240 dias de multa. A sentença será conhecida a 26 de fevereiro. v

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