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Julgamento

Entregou 58 mil euros a burlões e depois teve de contrair empréstimo

Entregou 58 mil euros a burlões e depois teve de contrair empréstimo

"Fiquei com 100 euros na mão", afirmou a testemunha José Barros, esta quinta-feira, no Tribunal de Guimarães, ao contar como ficou após emprestar 58 250 euros a Joaquim Ribeiro e ao filho, o militar da GNR Sérgio Ribeiro. Estes dois e as respetivas esposas, uma delas auditora de justiça, estão a ser julgados por burla qualificada e branqueamento de capitais.

José Barros contou ter emprestado dinheiro aos arguidos em várias tranches. Da primeira vez, Joaquim Ribeiro alegou que era para o filho não ir preso. Mais tarde, o militar e o pai disseram que lhes serviria para desbloquear 289 mil euros que teriam no banco.

"Não pagaram nada", lamentou José Barros, explicando que teve mesmo de fazer um crédito e pedir 10 mil euros emprestados para pagar a sua casa. Mas a sua família foi afetada não só a nível económico, como também psicológico, tendo recorrido a tratamento, disse.

Segundo a acusação, os quatro arguidos conseguiram, entre 2016 e 2019, empréstimos de cerca de 400 mil euros, que gastaram em carros topo de gama, restaurantes, viagens e roupas.

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