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Decisão

Estudante suspeito de terrorismo fica em internamento preventivamente

Estudante suspeito de terrorismo fica em internamento preventivamente

João Real Carreira, o estudante de 18 anos, suspeito de preparar um atentado terrorista na Faculdade de Ciências de Lisboa vai deixar de estar em prisão preventiva para passar para um internamento preventivo. A decisão foi tomada pelo Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa.

João Real Carreira que foi detido pela Policia Judiciária em fevereiro estava em prisão preventiva desde essa altura no Hospital prisão de Caxias. A alteração das medidas de coação não mudam, na prática, as suas condições de detenção, uma vez que os serviços prisionais já o tinham colocado no hospital prisão.

A informação foi avançada pelo jornal Expresso e confirmada pelo JN.

O juiz tinha decretado a prisão preventiva no Estabelecimento Prisional de Lisboa. Porém, por ter ali chegado bastante alterado, o estudante foi levado ao hospital prisão de Caxias, para receber assistência médica. Ficou lá e a revisão das medidas de coação, obrigatória por Lei ao cabo de três meses de detenção, veio "oficializar", o que na prática já acontecia.

João foi detido pela PJ a 10 de fevereiro, nas vésperas de, alegadamente, lançar o ataque à faculdade. Quereria matar indiscriminadamente alunos da Faculdade de Engenharia de Lisboa, mas tinha um alvo principal. Era um professor de uma cadeira de licenciatura em Informática que odiaria. ​​​​

O estudante, de 18 anos, é suspeito de ambicionar ser o primeiro assassino em massa português, imitando o fenómeno norte-americano, e escreveu um plano para o massacre, que iria levar a cabo, caso não tivesse sido detido.

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De acordo com informações recolhidas pelo JN, as autoridades apuraram que o plano começou a ser delineado há semanas e previa a colocação, nas entradas da faculdade, de bombas artesanais fabricadas com botijas de gás que foram apreendidas pela PJ no quarto do jovem. Depois, seguir-se-ia o lançamento de cocktails molotov de gasolina, também apreendidos pela PJ. João quereria atingir o máximo de alunos, mas, segundo fontes próximas do estudante, o seu alvo principal seria um professor.

O alerta para as intenções do jovem veio do FBI que detetou num fórum da Internet.

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