Póvoa de Varzim

Euromilionária fica sem 16 milhões de euros dados ao ex-marido

Euromilionária fica sem 16 milhões de euros dados ao ex-marido

Amélia de Jesus dizia ter sido "coagida, agredida, ameaçada". O Tribunal Cível da Póvoa de Varzim entende que não. A euromilionária do Marco de Canaveses não conseguiu reaver os 16 milhões de euros que havia doado ao ex-marido, nem a casa da Praça do Almada.

O prémio de 51 milhões de euros saiu em março de 2013. Amélia sempre se assumiu como a euromilionária, mas a verdade é que foi a Abílio Ribeiro a quem foi pago o prémio pelo departamento de jogos da Santa Casa da Misericórdia. O casal casou dias depois.

Em janeiro de 2014, separaram-se de pessoas e bens. Amélia acordou dar a Abílio 13 milhões de euros e o apartamento da Praça do Almada, na Póvoa de Varzim, avaliado em 600 mil euros. A 12 de novembro, o casal divorciou-se. A euromilionária haveria de lhe dar ainda mais três milhões de euros, pagos em dinheiro.

Nove dias depois, Amélia e Abílio assinaram um Termo de Compromisso e Confidencialidade, assumindo que estava tudo dividido entre os dois, comprometendo-se a não falar publicamente um sobre o outro e a não intentar qualquer processo judicial.

Em janeiro de 2019, começava o julgamento no Tribunal da Póvoa. Agora, um ano depois, o juiz declara improcedente a ação intentada por Amélia e considera que todas as doações foram feitas dentro da legalidade, sem qualquer coação ou agressão.

A euromilionária vai ainda ter que pagar mais 100 mil euros ao ex-marido por violação do acordo de confidencialidade e mais 10 mil por danos morais causados a Abílio Ribeiro.

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