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Ex-vice do Sporting e Mustafá condenados a prisão efetiva

Ex-vice do Sporting e Mustafá condenados a prisão efetiva

O Tribunal da Relação de Lisboa manteve na íntegra as penas de prisão efetivas aplicadas a Paulo Pereira Cristóvão, antigo vice-presidente do Sporting e a Nuno Mendes "Mustafá", no processo dos assaltos a residências.

O Tribunal Central Criminal de Cascais condenou, em 2019, a sete anos e seis meses de prisão o ex-vice-presidente do Sporting Paulo Pereira Cristóvão, que foi inspetor da PJ, pela sua participação, em 2014, em dois assaltos a casas em Cascais e em Lisboa. Nuno Mendes "Mustafá", líder da claque sportinguista Juventude Leonina, foi igualmente considerado culpado e punido com seis anos e quatro meses de cadeia. Ambos recorreram da decisão, tal como outros arguidos, mas a Relação manteve todas as penas.

"Acordam os juízes que compõem a 3ª secção do Tribunal da Relação em julgar não providos os recursos interpostos pelos arguidos Cláudio Raposo Máximo, Elói Alexandre Machado Fachada, Emilson Tiago Cabi Vaz (a 17.02), Celso Pedro Augusto, Nuno Miguel Rodrigues Vieira Mendes, Mário Hugo Teixeira Lopes, Bruno Miguel Machado Martins Pereira, Paulo António Pereira Cristóvão, Paulo Alexandre dos Santos e Luís Manuel Emídio da Conceição, mantendo, assim, na íntegra a mui douta decisão recorrida", pode se ler no acórdão a que o JN teve acesso esta terça-feira.

O JN sabe que Paulo Pereira Cristóvão tem intenção de recorrer para "que sejam supridas alegadas nulidades e inconstitucionalidade".

As penas mais pesadas, de 16 e 17 anos de cadeia, couberam aos dois agentes da PSP, Eloi Fachada e Luís Conceição. Foram penalizados na duração da pena pelo papel de polícias que desempenham na sociedade.

"São penas bastante elevadas", reconheceu, na leitura do acórdão do Tribunal de Cascais, a presidente do coletivo de juízes, ressalvando que estas foram "comprimidas" no caso dos arguidos que assumiram a prática dos factos. Os restantes não foram "penalizados mas também não foram beneficiados".

Pereira Cristóvão foi condenado, no total, pela coautoria de um crime de roubo agravado, três de sequestro e um de furto qualificado na forma tentada e absolvido de adesão a associação criminosa, entre outros ilícitos.

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