Fraude

Falta de notificação adia julgamento da AIMinho

Falta de notificação adia julgamento da AIMinho

Ainda não foi na terceira sessão do julgamento do conhecido mega processo da AIMinho - Associação Industrial do Minho, que decorreu esta segunda feira, numa sala dos Bombeiros de Barcelos, que começaram a ser ouvidos os arguidos. A falta de notificação de duas representantes de empresas fez adiar o julgamento.

O caso junta 122 arguidos no banco dos réus, entre particulares e empresas, acusados de fraude na obtenção de subsídios, burla qualificada, branqueamento, falsificação e fraude fiscal qualificada. Em causa está uma fraude de dez milhões de euros.

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Durante a sessão foram identificados representantes de algumas das empresas arguidas mas não foi possível começar a ouvi-los porque dois deles não foram notificados e estão no estrangeiro.

As sessões agendadas para esta e para a próxima semana foram, assim, adiadas. O julgamento será retomado a 20 de junho. Entretanto, um dos advogados do caso alertou para as más condições do espaço, referindo-se às deficientes condições acústicas e da casa de banho.

O caso tem como principal arguido António Marques, ex-presidente da AIMinho, que está acusado de 26 crimes de fraude na obtenção de subsídio, 13 crimes de uso de documento falso, dois de burla qualificada, 19 de fraude fiscal qualificada e um crime de falsificação de documentos.

O Ministério Público considera que a AIMinho "e pessoas coletivas que à sua volta gravitavam foram utilizadas pelos arguidos para obterem subsídios de forma fraudulenta".

O inquérito começou em 2012, e investigou 109 operações distintas cofinanciadas por fundos europeus e pelo Orçamento de Estado.

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