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Fechar Esquadra do Infante é "perigoso" alerta ASSP/PSP

Fechar Esquadra do Infante é "perigoso" alerta ASSP/PSP

Associação Sindical da PSP critica rulote que "envergonha" profissionais. A Associação de Bares da Zona Histórica do Porto (ABZHP) teme que a situação "se complique" e pede mais policiamento nas ruas.

O presidente da ABZHP e o presidente da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia da PSP (ASSP/PSP) alertaram esta tarde de sexta-feira para uma situação "preocupante". Faltam efetivos à PSP e a zona da movida do Porto, onde se concentram até 20 mil pessoas nas noites de fim de semana, tem apenas com seis patrulheiros.

Numa conferência de imprensa conjunta, o presidente da ABZHP, António Fonseca, pediu mais policiamento, principalmente após a hora de encerramentos dos bares, e o alargamento da videovigilância a mais zonas da cidade. O presidente da ASSP/PSP, Paulo Santos, considerou que encerrar uma esquadra central e determinante para a cidade como é a do Infante é "perigoso".

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Rulote "envergonha profissionais"

Paulo Santos pediu ao ministro da Administração Interna para "não vender a ideia de que tudo se resolve com uma rulote" que "envergonha os profissionais que todos os dias têm dado tudo", referindo-se à esquadra móvel anunciada por José Luís Carneiro que avariou por três vezes nos dois primeiros dias de funcionamento.

A medida foi decidida após se saber que a Esquadra do Infante havia encerrado o atendimento em alguns turnos por falta de pessoal. O responsável da ASSP/PSP lembrou que a solução das esquadras móveis já foi testada há alguns anos e não resultou. "As pessoas não iam porque tinham frio e os agentes tinham de estar de mantas", lembrou Paulo Santos.

O presidente da ABZHP antecipa mesmo que a "situação pode-se complicar". "Quando não há meios, os marginais perdem o respeito pela Polícia", avisou António Fonseca. Paulo Santos considerou que bastariam duas equipas de intervenção rápida para um policiamento eficaz na movida. Porém, a composição destas equipas foi reduzida para reforçar as esquadras.

"Problema é não haver efetivos"

"O problema não é estrutural; é não haver efetivos", atirou, lembrando que, relativamente ao rácio de polícias por habitante, em Portugal 30 a 35% dos efetivos vão ser desviados para outras tarefas, ao contrário dos outros países citados pelo ministro onde os profissionais apenas desempenham funções policiais.

"Estamos num dos momentos mais complexos da PSP", alertou Paulo Santos, pedindo ao Governo que, sem esquecer o curto prazo, "pense bem no que quer fazer da Segurança Interna nos próximos três ou quatro anos".

Armas brancas e maior uso de violência

Paulo Santos disse que há um "maior uso de armas brancas e a imposição de maior violência na prática do crime; um maior desvalor da vida humana". Nos últimos dez anos, houve um saldo líquido de menos mil polícias, com a agravante de ter havido um aumento de valências e tarefas a que dar resposta.

António Fonseca falou em "grupos problemáticos que se juntam para a provocação e nem entram nos bares. Têm 16 e 17 anos e nada a perder. Só se querem mostrar perante os pares". O presidente da ABZHP pediu ainda que o posto de turismo da PSP, que se mudou dos Aliados para Cedofeita, seja instalado na Esquadra do Infante pois é a que está na zona mais turística da cidade.

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