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Fraude fiscal de milhões com ouro vendido no tempo da troika

Fraude fiscal de milhões com ouro vendido no tempo da troika

Rede de empresários causou prejuízos ao Estado de 24 milhões de euros. Líder chegou a ter 20 lojas espalhadas pelo país.

Passaram mais de 64 milhões de euros de faturas falsas e prejudicaram os cofres do Estado em 24 milhões em impostos, no tempo da crise em que as lojas de compra e venda de ouro abriam como cogumelos. Mas a rede de 16 empresários, liderada por um indivíduo residente na Maia, acabou recentemente condenada pelo Tribunal de Matosinhos, que obrigou a maioria a devolver os milhões, para poderem beneficiar de penas suspensas. Só os dois principais arguidos foram sentenciados com penas de prisão efetiva, de dez e de cinco anos.

Nos anos da troika, as exportações de ouro batiam recordes e o negócio milionário da compra e venda de ouro usado tinha lojas em todo o lado. Só o principal arguido, Manuel Reis, hoje com 67 anos, chegou a abrir 53 estabelecimentos. O homem, que foi detido em 2012, numa megaoperação da Polícia Judiciária e da Direção de Finanças do Porto, é o arguido agora condenado a dez anos de prisão por fraude fiscal qualificada e branqueamento. Está em liberdade e ainda pode recorrer para o Tribunal da Relação do Porto.

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