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GNR desmantelou rede de fabrico e contrabando de tabaco

GNR desmantelou rede de fabrico e contrabando de tabaco

A Unidade de Ação Fiscal (UAF), através do Destacamento de Ação Fiscal de Lisboa da GNR, deteve 16 homens e uma mulher, apreendendo 454 mil cigarros, oito toneladas de folha de tabaco e tabaco de corte fino e diversas máquinas para o fabrico de cigarros. A operação decorreu em Portugal e Espanha.

A operação da UAF , sob a direção do Departamento de Investigação e Ação Penal de Almada, decorreu entre o passado dia 7 e segunda-feira, em colaboração com o Corpo Nacional da Polícia Espanhola, a Agência Tributária Espanhola e com o apoio operacional da EUROPOL, em território nacional e espanhol.

Os detidos, com idades compreendidas entre os 44 e 65 anos, foram intercetados em Braga, Guimarães, Porto, Lisboa e Setúbal.

A investigação durava há cerca de um ano e permitiu apurar o modo de atuação do grupo e desmantelar uma vasta rede organizada de dimensão internacional, com identificação dos suspeitos portugueses e espanhóis envolvidos, que se dedicava à comercialização ilegal de cigarros e outros produtos de tabaco em Portugal e Espanha, sem o pagamento dos impostos devidos aos respetivos Estados, que terão sido prejudicados em cerca de quatro milhões de euros.

Foram efetuadas 70 buscas em Portugal e 12 em Espanha, tendo sido apreendidos cerca de 454 mil cigarros manufaturados, cerca de oito toneladas de folha de tabaco e tabaco de corte fino (daria para produzir cerca de oito milhões cigarros), máquinas utilizadas na secagem, trituração e acondicionamento dos produtos de tabaco, matérias-primas diversas, como tubos para cigarros, cartão de maços e sacos/caixas para embalar tabaco.

Durante a operação foram ainda apreendidos sete armas de fogo, 116 mil euros em dinheiro, 100 mil euros arrestados em contas bancárias, 24 viaturas e diverso equipamento informático.

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A GNR salientou que, durante a investigação, foram apreendidos um total de 1.825.120 cigarros e 11 toneladas de outros produtos de tabaco (folha de tabaco e tabaco moído) e detidas 23 pessoas, diretamente relacionas com a prática dos ilícitos em investigação

Foram ainda constituídos 17 arguidos, com idades compreendidas ente os 44 e 65 anos, indiciados da prática de factos suscetíveis de consubstanciar o crime de contrabando, introdução fraudulenta no consumo qualificada, fraude fiscal qualificada, branqueamento de capitais e recetação de mercadoria objeto de crime aduaneiro.

Os detidos portugueses foram ouvidos em primeiro interrogatório judicial no Tribunal Judicial de Almada, tendo ficado obrigados a apresentações semanais na posto policial da área da sua residência, bem como a proibição de contatos com os demais co-arguidos.

Foram empenhados cerca de 160 militares da UAF, da Unidade de Intervenção e dos Comandos Territoriais do Setúbal, Lisboa, Porto, Braga, Viana do Castelo

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