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Combate ao crime

GNR e PSP passam a ter oficiais de ligação na Europol

GNR e PSP passam a ter oficiais de ligação na Europol

Tenente-coronel António Ludovino e superintendente Luís Elias foram nomeados pelo Governo. Medida pretende agilizar troca de informação importante para o combate à criminalidade organizada e transnacional

Pela primeira vez, a GNR e a PSP terão um oficial de ligação na Europol. O tenente-coronel António Ludovino e o superintendente Luís Elias irão, a partir da sede da Polícia europeia, em Haia, nos Países Baixos, coordenar a troca de informação criminal com as forças de segurança portuguesas. Alcançar ganhos na prevenção e combate ao crime, não só em Portugal, mas também no território europeu, é o principal objetivo destas nomeações.

"A decisão [de nomear oficiais de ligação] decorre da necessidade de facilitar o intercâmbio de informações e, também, de potenciar as valências e competências próprias da GNR e da PSP no apoio ao combate contra a criminalidade organizada transnacional", alega o Ministério da Administração Interna. Ao JN, o superintendente Luís Elias refere que a colocação de oficiais da PSP e da GNR na sede da Europol também "será importante para fomentar a troca de informação" entre a instituição europeia e as forças de segurança nacionais. "Seremos facilitadores entre as várias entidades envolvidas no combate ao crime e a nossa presença física em Haia irá agilizar a troca de informação e incrementar a cooperação", acrescenta o superintendente Luís Elias.

A comissão de serviço dos oficiais da GNR e da PSP começará no início do próximo mês e alongar-se-á pelos próximos três anos. Com a ida do tenente-coronel António Ludovino e o superintendente Luís Elias para Haia sobe para 21 o número de oficiais de ligação e de imigração do Ministério da Administração Interna acreditados junto de outros países e em organismos internacionais. "Todos os 27 países que integram a Europol têm oficiais de ligação e há outros 40 estados e entidades policiais representadas. A presença física dos oficiais de ligação gera confiança e credibilidade e é importante para o combate, sobretudo, à criminalidade organizada e transnacional", defende o tenente-coronel António Ludovino. O oficial da Guarda alega, aliás, que, devido à dimensão dos fenómenos criminais, "cada vez menos faz sentido em falar em criminalidade que não seja transnacional".

Nomeados com grande experiência internacional

Antes de ser nomeado oficial de ligação na Europol, o tenente-coronel António Ludovino chefiava uma das divisões do Departamento de Recursos Humanos da Guarda. Doutorando em Direito e Segurança, na Universidade Nova de Lisboa, o oficial da GNR esteve em missão no Iraque (como oficial de informações) e integrou diversas equipas multinacionais empregues na avaliação das forças de segurança na Turquia, Roménia e Lituânia. O militar foi ainda assessor do comandante do Centro de Formação da Polícia de Timor-Leste.

Já o superintendente Luís Elias era o diretor do Departamento de Operações da Direção Nacional da PSP. Doutorado em Ciência Política, também pela Universidade Nova de Lisboa, liderou o Grupo de Trabalho responsável pela aplicação da lei na Presidência Portuguesa da União Europeia, em 2021, e, em 29 anos de carreira, foi 2.º comandante da Polícia da ONU em Timor-Leste, oficial de operações da Polícia da ONU na Bósnia-Herzegovina e chefe das delegações policiais no campeonato do Mundo de futebol na Rússia e no Europeu da Ucrânia e Polónia.

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