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Um militar da GNR que executou uma chave de imobilização a um cidadão brasileiro nas Finanças do Montijo foi punido com 120 dias de suspensão com execução suspensa por um ano.
Segundo a ordem de serviço a que o JN teve acesso, o Ministério da Administração Interna considerou que o militar do Destacamento de Investigação Criminal do Montijo "não pautou a sua intervenção por critérios de legalidade", "de cortesia e de respeito para com os membros da comunidade" e incumpriu "o dever de correção".
Por isso foi-lhe decretada uma pena de suspensão de 120 dias, "suspensa na sua execução por período de um ano".
Recorde-se que, em maio de 2017, o militar estava de folga nas Finanças quando, segundo o seu relato, a pedido da funcionária abordou um cidadão brasileiro que se encontrava "numa atitude imprópria e ofensiva".
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Na altura, fonte da GNR, explicou que "perante o cenário o militar identificou-se, deu-lhe uma ordem legítima e o suspeito nunca colaborou". O cidadão estava então a filmar um direto para o Facebook, queixando-se de que estava a ser discriminado. Repetidamente o militar pediu para ele parar de filmar, pedido que o homem nunca acatou.
O GNR aplicou então um golpe de "mata-leão" que acabou por imobilizar o cidadão que se queixava de não estar a conseguir respirar
