Braga

Homem que asfixiou mulher até à morte culpa namorada com quem vivia

Homem que asfixiou mulher até à morte culpa namorada com quem vivia

Júlio Pereira de Araújo, o homem acusado pelo Ministério Público de, em 3 de novembro de 2020, com a ajuda da companheira, Maria Helena Gomes, ter matado Maria da Graça Ferreira, de 69 anos, sua amante, num apartamento do bairro do Fujacal, em Braga, acusou, esta quarta-feira, a companheira no início do julgamento no Tribunal local, de ter sido ela quem cometeu o crime.

Já a arguida não quis prestar declarações. Os dois estão a ser julgados por homicídio qualificado, profanação de cadáver e burla informática.

A acusação diz que a vítima dormia num dos quartos do apartamento quando foi assassinada por asfixia com um pano com lixívia. O corpo foi levado para um caminho rural em Montélios, onde foi abandonado.

O Ministério Público considera que foi ele quem a matou, para evitar que ela anulasse um testamento que havia feito a seu favor, e que o crime teve a conivência da companheira. Ele namorava com as duas.

Esta quarta-feira, Júlio Pereira de Araújo disse que, pelas 5 horas, encontrou a Maria Helena na cozinha da casa, "muito assustada e nervosa", tendo-lhe ela dito que acontecera uma coisa grave à vítima: "fui ao quarto e encontrei-a inanimada, sem reação! Pensei que tinha desmaiado", disse, salientando que o quarto cheirava a lixívia e que só alguns minutos depois é que se apercebeu de que estava morta.

Referiu que se propôs chamar uma ambulância e ligar à PSP, mas não o fez porque ela o ameaçou de que o incriminaria e diria que ele a assassinou por causa de a vítima querer anular o testamento.

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Questionado pela presidente do Coletivo de Juízes, o arguido explicou que, por medo de ser incriminado por ela, decidiu que levariam o cadáver e o abandonariam num caminho perto do apartamento onde a vítima vivia, em Montélios.

Ela diz que foi ele

Embora se tenha mantido em silêncio, em declarações à PJ, Maria Helena contou que foi ele que a assassinou, e fez a reconstituição do crime.

Disse que, pelas 5.30 horas, ele pôs-se em cima da vítima, imobilizou-lhe os braços e asfixiou-a com uma toalha embebida em lixívia, enquanto ela assistia.

O cadáver ficou na cama, mas começou a exalar maus cheiros. Helena foi à garagem e trouxe dois sacos de plástico grandes, embrulharam o corpo num lençol e fecharam os sacos. De madrugada, meteram-no carro, deixando-o no caminho. Duas horas depois, foi encontrado por transeuntes.

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