Judiciária

Identificado jovem que invadiu aulas online para as perturbar

Identificado jovem que invadiu aulas online para as perturbar

A Polícia Judiciária, em articulação com o Ministério da Educação, identificou um homem de 20 anos, que, na última semana, usou credenciais de acesso a salas de aulas on-line, com o único propósito de perturbar o seu normal funcionamento.

O suspeito, que não fazia parte das turmas, cujas aulas foram interrompidas, assumiu que o seu comportamento foi indevido e por isso se "disponibilizou a apagar todos aqueles conteúdos que foram publicitados na Internet", explicou a Polícia Judiciária, este domingo, em comunicado.

"Por livre iniciativa procedeu igualmente à eliminação de todas as suas contas em redes sociais, que estiveram na base desta atividade ilícita e pelas quais poderá vir a ser responsabilizado penal e civilmente", conclui aquela força de segurança.

Na última semana, um youtuber divulgou online imagens de aulas a que acedeu de forma indevida. As imagens foram posteriormente apagadas.

Na sexta-feira, a Federação Nacional de Professores (Fenprof) anunciou que iria fazer queixa à Procuradoria-Geral da República após a intrusão de terceiros em plataformas 'online' de ensino à distância e utilização indevida de dados pessoais, códigos de acesso, fotografias e vídeos de alunos e professores.

PUB

A Fenprof considerou que a segurança de professores, alunos e as suas famílias "não pode ser posta em causa", pela utilização de plataformas para o ensino à distância [devido ao isolamento das famílias por causa da pandemia covid-19], havendo "fundados receios" de que a segurança não está salvaguardada.

A estrutura sindical exigiu ao Ministério da Educação que garanta, com muita urgência, a utilização segura de plataformas de reunião 'online', ou apresente alternativas à sua utilização, para que professores e alunos possam desenvolver o seu trabalho.

Também o Sindicato Nacional do Ensino Superior (SNESup) alertou para os problemas relacionados com a proteção de dados e segurança na utilização das plataformas de ensino à distância.

O sindicato falou em problemas de proteção de dados e salvaguarda da informação apelando aos seus associados para terem "especial atenção perante plataformas que solicitam as credenciais do Microsoft Office 365, ou outras credenciais institucionais e pessoais", alegando que estas "podem estar a migrar os seus dados de autenticação para plataformas externas".

O Centro Nacional de Cibersegurança, questionado pela Lusa sobre a interferência de "youtubers" nas plataformas utilizadas no ensino, considerou que esta intrusão se deve a "um aproveitamento de eventuais configurações das sessões".

A operação de identificação do autor foi conduzida pela Unidade Nacional de Combate ao Cibercrime e à Criminalidade Tecnológica UNC3T, da PJ, em colaboração com o Ministério da Educação.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG