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Imigrante esconde violações por temer represálias do agressor

Imigrante esconde violações por temer represálias do agressor

Mulher foi forçada a atos sexuais pelo ex-companheiro, durante cinco anos. Último crime ocorreu na manhã deste sábado

Uma imigrante, de 46 anos, foi forçada a atos sexuais ao longo dos últimos cinco anos, pelo ex-companheiro, também imigrante. A última violação ocorreu na manhã de sábado, no interior de um restaurante, localizado no centro da cidade do Porto, no qual ambos trabalham. A vítima foi obrigada a receber tratamento médico no hospital, mas recusou apresentar queixa, por temer represálias do agressor. A vítima será acompanhada pela PSP.

Mulher e homem são naturais do Cazaquistão, estavam em Portugal há vários anos e mantiveram um relacionamento amoroso até 2017. A partir desse momento, a mulher pretendeu evitar qualquer contacto íntimo com o antigo companheiro, de 50 anos, mas este obrigou-a a manter frequentes relações sexuais.

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Em todas as ocasiões em que sofreu abusos sexuais, a vítima remeteu-se ao silêncio por recear ser alvo de novos ataques.

No sábado, ocorreu nova violação. Os dois chegaram ao espaço de restauração ao início da manhã para mais um dia de trabalho, mas depressa o indivíduo pegou numa faca e ameaçou a ex-namorada. Depois, com recurso à força física e aproveitando o facto de ambos estarem sozinhos naquele local, forçou-a à prática de atos sexuais.

A vítima ainda tentou resistir e envolveu-se numa luta corpo a corpo. Mesmo assim, esteve sob o domínio do agressor ao longo de horas.

Isto porque só pelas 12.30 horas é que os vizinhos começaram a estranhar o facto do estabelecimento continuar de portas encerradas e foram averiguar se existia algum problema. Nessa ocasião, viram, através da janela, o ex-casal com vários ferimentos e a sangrar.

Em liberdade

A PSP foi, então, acionada e ainda encontrou vítima e agressor no local. A mulher, enquanto era assistida por uma equipa do INEM que se dirigiu ao espaço de restauração, contou o que tinha sucedido. Mas antes de ser transportada para o Hospital Santo António, onde seria sujeita a tratamentos complementares, recusou formalizar queixa contra o suspeito.

A ausência de queixa evitou que o agressor fosse detido, mas não impediu que o caso fosse comunicado ao Ministério Público e que a mulher seja acompanhada pelo Gabinete de Atendimento e Informação à Vítima da PSP.

Imigrante ilegal
O suspeito de ter violado a antiga namorada estava a residir em Portugal há vários anos. Todavia, permanecia no país irregularmente.

Presença no SEF
Devido à situação irregular, o cazaque terá de se apresentar no Serviço de Estrangeiros e Fronteiras.

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