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Operação "Shadowgame" percorreu todo o país e chegou ainda ao Luxemburgo. Esquema integrava cerca de cem elementos e chegava à Suíça, França, Bélgica, Brasil e Moçambique.
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A operação de combate ao jogo e apostas online ilegais levada a cabo pela GNR nos últimos dois dias terminou com a detenção de 20 pessoas, uma das quais a residir no Luxemburgo. As buscas realizadas em todo o país permitiram ainda a apreensão de dezenas de carros de luxo, computadores e máquinas de jogo usadas num esquema que se estendia ao Luxemburgo, Suíça, França, Bélgica, Brasil e Moçambique. Aliás, era em território luxemburguês que estavam sediados os servidores informáticos que sustentavam toda a rede de jogos e apostas ilegais.
Segundo comunicado da Procuradoria da Comarca de Setúbal, a operação denominada "Shadowgame" foi concretizada por elementos dos Núcleos de Investigação Criminal de Santiago do Cacém e de Setúbal da GNR e ainda da Unidade de Ação Fiscal de Évora da GNR, que contaram com o apoio de mais de uma centena de militares de outras regiões e "procederam a buscas e detenções em todo o território nacional, bem como no Luxemburgo".
A Procuradoria da Comarca de Setúbal informa também que a "exploração ilícita está a cargo de um grupo com cerca de cem indivíduos que, pelo menos desde 2015, leva a cabo a atividade delituosa em Portugal, no Luxemburgo, na Suíça, na França, na Bélgica, no Brasil e em Moçambique".
A operação foi coordenada pela Europol e pela Eurojust e permitiu ainda que fossem desligados servidores de Internet no Luxemburgo.
Na edição desta quarta-feira, o JN já tinha avançado que a rede agora desmontada pelas autoridades criava os sites de jogos e apostas online ilegais, que eram feitas através de tablets e computadores portáteis distribuídos por cafés e outros estabelecimentos comerciais de todo o país. Para aceder aos jogos, cuja exploração é permitida apenas a casinos, e às apostas ilegais os utilizadores recorriam a um código que lhes era fornecido ao balcão dos espaços comerciais.
