Invasão

Violento acerto de contas entre dois grupos em restaurante em Loures

Violento acerto de contas entre dois grupos em restaurante em Loures

O grupo de alegados agressores começou por bloquear a rua de Moçambique, no Prior Velho, Loures, onde funciona o restaurante Brasa do Prior, antes de entrar no estabelecimento, este sábado cerca das 12.50 horas.

Outro grupo de oito a dez pessoas preparava-se para almoçar quando os atacantes, cerca de 20 pessoas, entrou no estabelecimento com paus, facas e barras de ferro.

Há a registar pelo menos seis feridos, três dos quais graves, incluindo um cidadão de nacionalidade alemã. Os feridos foram transportados para os hospitais de Santa Maria em Lisboa, e Beatriz Ângelo, em Loures.

Ligações a Mário Machado

O restaurante Brasa do Prior será propriedade do irmão de Mário Machado, ex-dirigente da Frente Nacional e membro do movimento Portugal Hammerskins (PHS).

O líder da extrema-direita, abandonou, ao início da noite deste sábado o restaurante do irmão e apontou aos repórteres o blusão que identifica o seu grupo de motards, os Red & Gold, com ligação aos europeus "Los Bandidos", inimigos históricos dos Hell's Angels, a que pertencem os alegados agressores.

"Isto agora é o intervalo. Vocês vão ter depois muitas histórias", limitou-se a dizer, enquanto abandonava o local, horas depois dos confrontos ocorridos ao início da tarde deste sábado. Um grupo de cerca de 20 elementos agrediu com paus, facas e barras de ferro dez pessoas que iriam participar num almoço convívio. Registaram-se seis feridos, dos quais três estão em estado grave.

A PSP isolou a zona e a PJ também já está a recolher indícios no interior do restaurante, onde o grupo deixou um rasto de destruição, com cadeiras, mesas e expositores partidos. Ficaram também alguns panos ensanguentados.

A polícia confirmou que se tratou de um ataque entre grupos de "motards" - em causa estarão os "Hell's Angels" e os " Red & Goldl", ligados a Mário Machado, que estarão a tentar abrir uma sede em Lisboa..

A PSP está a tentar localizar os elementos do grupo que invadiu o restaurante e fugiu. Fonte do Comando Metropolitano de Lisboa (Cometlis) adiantou que os desacatos ocorreram dentro do restaurante, continuando depois as agressões na rua.

No momento da invasão do restaurante pelo grupo, os lojistas da rua, receando tratar-se de um assalto múltiplo ("arrastão") encerraram os seus estabelecimentos com medo.