Guimarães

Caso Rui Pedro: Afonso Dias libertado

Caso Rui Pedro: Afonso Dias libertado

Afonso Dias foi libertado da cadeia de Guimarães esta quarta-feira. Após cerca de dois anos preso, sai em liberdade condicional.

Afonso Dias, que foi primeiro absolvido mas depois condenado por tribunais superiores, continua a clamar inocência, garantindo nunca ter sabido o que aconteceu a 4 de março de 1998, dia em que Rui Pedro, um rapaz de 11 anos e seu amigo, desapareceu.

Desde que se apresentou na cadeia de Guimarães, em março de 2015, Afonso Dias fez vários pedidos para obter saídas precárias, mas dois foram negados. Normalmente, esses pedidos são aceites sempre que o recluso cumpra um terço da pena e mantenha um bom comportamento, mas no caso de Afonso Dias, o facto de estar temporariamente em liberdade foi encarado como potenciador de alarme social.

Só pôde sair, durante uns dias, na última época de Natal. De acordo com informações recolhidas pelo JN, aproveitou o tempo para estar com a família e, apesar do frio, tomar um banho de mar. Há dias, também obteve outra saída precária.

Julgado 14 anos depois do desaparecimento de Rui Pedro, Afonso Dias foi primeiro absolvido pelo Tribunal de Lousada, que entendeu não haver prova suficiente para o condenar. Mas o Ministério Público e a família de Rui Pedro recorreram para a Relação do Porto.

Precisamente 15 anos depois do desaparecimento, a 4 de março de 2013, os desembargadores condenaram Dias com uma pena efetiva de três anos. Acreditaram que ele o tinha levado a Alcina Dias, prostituta cujo depoimento foi desvalorizado em Lousada, por entrar em contradição com aquilo que tinha sido investigado pela PJ, em 1998.

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