Fátima

Chineses terão espiado e tentado condicionar reunião política e católica

Chineses terão espiado e tentado condicionar reunião política e católica

Embaixada dos Estados Unidos da América protestou contra movimentações de alegados funcionários da embaixada chinesa durante uma reunião católica e política que decorreu no mês passado em Fátima.

Tiraram fotografias dos presentes, andaram a questionar funcionários e tentaram introduzir-se em espaços vedados ao público. A atuação de vários elementos suspeitos, que depois se terão identificado como funcionários da Embaixada da China em Lisboa, não passou despercebida aos participantes e aos elementos da segurança envolvidos no 10.º encontro da ICLN (International Catholic Legislators Network) que se realizou entre os dias 22 e 25 de agosto.

O JN apurou que a vigilância e as tentativas de condicionamento foram mesmo alvo de uma queixa por parte da Embaixada dos Estados Unidos da América junto das autoridades portuguesas. O objetivo seria impedir a participação do bispo emérito de Hong Kong, Cardeal Joseph Zen Ze-kium, e de outros dois deputados da antiga colónia britânica no encontro, avança a revista "Sábado".

A reunião da ICLN juntou vários políticos católicos e de Direita, incluindo o primeiro-ministro húngaro Vitor Orbán, o chefe de gabinete de Donald Trump, Mick Mulvaney, e o já referido cardeal asiático que, aos 87 anos, continua a ser um dos principais opositores ao regime chinês e um apoiante dos vários protestos que têm vindo a assolar Hong Kong.

O encontro internacional decorreu na Casa da Consolata, a poucos metros do Santuário de Fátima e reuniu vários líderes políticos e religiosos internacionais.