Premium

Escuta a major da Polícia Judiciária Militar envolve ministro da Defesa

Escuta a major da Polícia Judiciária Militar envolve ministro da Defesa

Azeredo acusado de saber de encenação das armas de Tancos. Advogado garante que só os segredos de justiça e de Estado seguram o governante.

Numa escuta telefónica entre os majores da Polícia Judiciária Militar (PJM) Pinto da Costa e Vasco Brazão, intercetada aquando da investigação da Polícia Judiciária civil, o ex-porta voz da PJM garantiu ao colega ter entregado um memorando ao chefe de gabinete do ministro da Defesa. O oficial, entretanto colocado em prisão domiciliária, assegurou a mesma tese no interrogatório judicial: o ministro foi informado da "encenação" cerca de mês e meio depois da recuperação do armamento furtado em Tancos. Azeredo Lopes já veio a público negar categoricamente ter tido conhecimento de qualquer "encobrimento".

De acordo com informações recolhidas pelo JN, a escuta telefónica foi intercetada numa altura em que Vasco Brazão já sabia que podia estar sob investigação e monitorização da PJ, uma vez que, tal como o JN ontem noticiou, dois elementos da PJM tinham detetado, em janeiro deste ano, inspetores da PJ a vigiá-los, em Loulé, e disso informaram imediatamente a hierarquia militar. Fica a dúvida sobre o motivo pelo qual "arriscou" referir ao telefone tamanha revelação que pode vir a ter impacto político.