Guarda

Mãe de secretária de Álvaro Amaro apanhada a destruir documentos

Mãe de secretária de Álvaro Amaro apanhada a destruir documentos

Uma funcionária do Hospital da Guarda foi apanhada a destruir grandes quantidades de documentos da Câmara Municipal e denunciada à Polícia Judiciária.

Trata-se de Ana Maria Paixão, mãe de Catarina Paixão, ex-secretária de Álvaro Amaro, o ex-autarca e eurodeputado do PSD que está a ser investigado pela Polícia Judiciária por suspeita de crimes, incluindo corrupção, em mandato e meio à frente da câmara local. A PJ recuperou vários sacos de 100 litros com tiras de papel de documentos que serão agora reconstruídos.

A chefe do serviço da funcionária deu conta da eliminação massiva de papéis na trituradora e quando se apercebeu de que os mesmo eram alheios à instituição de saúde reportou o caso à administração. O episódio parecia demasiado sério para ficar ali, pelo que a Polícia Judiciária foi chamada à Unidade Local de Saúde.

Já ao final do dia, os inspetores incumbidos da tarefa reuniram todos os documentos retalhados e distribuíram-nos por vários sacos de 100 litros, transportados entretanto para as instalações da PJ. Admite-se que fossem contratos e correspondência.

A funcionária em causa ainda não foi interrogada, mas será chamada a explicar a que título destruiu documentos que não lhe pertenciam ou à instituição onde trabalhava. O que se sabe já é que a administrativa é mãe da antiga secretária da presidência da Câmara. Razão suficiente para que a PJ da Guarda analise a hipótese de eventual destruição de provas e obstrução à justiça, numa altura em que a gestão da autarquia sob a liderança de Álvaro Amaro está sob suspeita.

No dia 12 de junho, a Diretoria do Norte da PJ executou mandados de buscas em 18 câmaras do país, nas casas de Amaro, restantes coarguidos e na Transdev, no âmbito de um processo que investiga a existência de um esquema ilegal de contratação pública de transportes municipais.

Amaro foi obrigado a prestar uma caução de 40 mil euros, numa investigação em que estão em causa crimes de corrupção, tráfico de influência e participação económica em negócio.

Subsídio sob suspeita

Uma acusação do DIAP de Coimbra também liga o antigo presidente da câmara da Guarda, o actual, o vereador da cultura e duas técnicas superiores a crimes de prevaricação, fraude na obtenção de subsídio para uma festa de 2014.