Violência

Espancou até à morte namorado que lhe deu guarida no Porto

Espancou até à morte namorado que lhe deu guarida no Porto

PJ deteve jovem espanhol que desfigurou e matou homem de 67 anos com "socos, joelhadas e pontapés" no Porto.

A PJ deteve terça-feira um espanhol de 20 anos por suspeita de homicídio qualificado de um homem de 67 anos e de furto. Os dois manteriam uma relação amorosa mas, após um desentendimento, o mais novo espancou com grande violência o mais velho, desfigurando-o e matando-o. O jovem já tinha sido condenado a 14 anos de cadeia por tentativa de homicídio em Espanha e sobre ele pendia um mandado de detenção europeu.

"Muito reservado, de poucas palavras e bem-educado", é assim que os vizinhos descrevem Fernando Cruz, espancado até à morte na passada tarde de segunda-feira por um jovem que recentemente tinha acolhido em sua casa, na Rua de Santos Pousada, no Porto, e com quem mantinha uma relação amorosa.

Segundo a PJ, após um desentendimento, "o arguido, indivíduo jovem e de forte compleição física, agrediu violentamente a vítima, desferindo-lhe vários murros, joelhadas e pontapés, desfigurando-a e provocando-lhe assim a morte". Na vizinhança, ninguém terá dado por nada.

Um operário de construção civil de uma obra contígua disse que, ao final da tarde de segunda-feira, um estrangeiro lhe terá pedido para chamar ajuda porque alguém estaria com falta de ar no prédio. Ao JN, o operário confirmou que chamou o INEM mas que depois se foi embora sem saber se a ajuda terá ou não chegado.

As autoridades só chegariam ao local do crime na manhã do dia seguinte, terça-feira, após o alerta de uma vizinha que estranhou ver as janelas do apartamento abertas apesar de estar muito frio. Ao entrarem na habitação, depararam com um cenário macabro e de grande violência, com o homem morto e completamente desfigurado.

No mesmo dia, a PJ "identificou, localizou e deteve" o suspeito na zona de São Lázaro, local onde o jovem pernoitava antes de conhecer Fernando Cruz que, depois, lhe veio a dar abrigo.

"O arguido, com relevantes antecedentes criminais", "sem residência fixa e sem ocupação profissional", foi ontem presente a tribunal mas apenas para efeitos de identificação. Irá permanecer deito e só hoje deverá conhecer as medidas de coação.