Algarve

Leonor Cipriano saiu em liberdade esta manhã e disse que não matou a filha

Leonor Cipriano saiu em liberdade esta manhã e disse que não matou a filha

Leonor Cipriano, condenada pelo homicídio da filha Joana, em Portimão, no Algarve, saiu esta quinta-feira em liberdade condicional.

À saída da cadeia de Odemira, onde estava desde setembro de 2004, disse estar inocente e ter sido condenada injustamente.

"Fui condenada sem provas. Não matei a minha filha. Nunca lhe faria mal. Só confessei tudo porque fui agredida na PJ de Faro", afirmou à saída da cadeia, esta quinta-feira.

Joana desapareceu a 12 de setembro de 2004 depois de ter saído de casa, em Figueira, no concelho de Portimão, para ir às compras a pedido da mãe e do tio, João Cipriano. Não voltou a ser vista.

Leonor e o irmão foram condenados a 16 anos e 8 meses de prisão por homicídio qualificado e ocultação de cadáver. O corpo da criança de 8 anos nunca foi encontrado. Informação mais detalhada sobre o caso, aqui.

Mais tarde, Leonor foi condenada a mais 7 meses de prisão por declarações contraditórias durante o julgamento de cinco inspetores da PJ acusados de a terem agredido.

O tribunal de Faro deu como provadas as agressões, mas não conseguiu apurar a identidade dos agressores. Gonçalo Amaral, ex-coordenador do Departamento de Investigação Criminal da PJ de Portimão, foi condenado a um ano e meio pelo crime de falsidade de depoimento, com pena suspensa por igual período. O inspetor António Nunes Cardoso foi condenado a dois anos e três meses por falsificação de documento, com pena suspensa por dois anos. Os restantes foram absolvidos.

A mãe de Joana estava detida desde setembro de 2004. Sai agora em liberdade condicional por já ter cumprido cinco sextos da pena.

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