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PJ investiga ameaças a estivadores de Leixões

PJ investiga ameaças a estivadores de Leixões

Ministério Público de Matosinhos entregou inquérito a unidade especial de crimes violentos. Vítimas dizem ter sido perseguidas até casa e que vivem clima de medo constante.

Ameaças, esperas à porta de casa, invasão de instalações, pressão contra estivadores em formação, perseguições noturnas e avisos de futuras agressões deixados nos para-brisas dos carros. É deste conjunto de crimes, alegadamente praticados num contexto de greve, que se queixam estivadores do porto de Leixões e que a Judiciária está a investigar.

A greve dos estivadores, que se iniciou no início do mês passado e está a paralisar, sem solução negocial à vista, o porto de Setúbal, não está a bloquear os terminais marítimos do resto do país. Mas, de acordo com informações recolhidas pelo JN, os estivadores de Leixões que se recusam a aderir pelo menos à greve às horas extraordinárias estão a ser ameaçados. O JN sabe que foram apresentadas várias queixas-crime tanto na Polícia Marítima, como na PSP e na GNR. O Ministério Público de Matosinhos decidiu delegar a investigação numa unidade da Polícia Judiciária especializada em crimes violentos.