Protesto

Reclusos anunciam "greve" ao trabalho nas cadeias

Reclusos anunciam "greve" ao trabalho nas cadeias

A APAR- Associação de Apoio ao Recluso anunciou esta segunda-feira que os reclusos irão avançar para uma "greve" ao trabalho nas cadeias caso a greve dos guardas prisionais se prolongue para além de 6 de janeiro.

Os reclusos já enviaram um aviso à ministra da Justiça e apelam à intervenção da tutela para "um entendimento que permita o regresso à paz nas cadeias". Caso contrário, alerta a APAR, não haverá "normalidade" nas prisões e a greve dos reclusos trará "enormes custos" para o Estado.

As prisões portuguesas estão a prestes a atingir o ponto de ebulição. Depois de incidentes avulsos em várias cadeias no último mês, os reclusos ameaçam, agora, avançar para um protesto concertado que passa pela recusa ao trabalho "como meio de manifestação da sua discordância e revolta pelo incumprimentos dos seus direitos".

Em causa estão as limitações nas visitas e no acesso a bens impostas pela greve dos guardas prisionais que está "em perigo de continuar ou até de se intensificar", considera a APAR.

Por isso, os reclusos ameaçam avançar com uma "greve", situação que "pode ser extremamente grave, dada a impossibilidade de uma vida 'normal' dentro das prisões sem o trabalho dos reclusos".

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