Prisões

Reclusos com precárias estão impedidos de sair, diz APAR

Reclusos com precárias estão impedidos de sair, diz APAR

Associação teme que clima de tensão nas cadeias aumente. Famílias aguardam saída de presos em frente aos estabelecimentos prisionais.

A Associação Portuguesa Apoio ao Recluso (APAR) voltou a garantir que há reclusos, aos quais foi concedida saídas precárias, que estão impedidos de sair das cadeias, devido à greve dos guardas prisionais.

Os responsáveis associativos referem que o problema sente-se com maior incidência nas prisões de Alcoentre, Carregueira e Paços de Ferreira e solicitaram a intervenção da ministra da Justiça, Francisca Van Dunem.

Num e-mail enviado à governante, a APAR realça que recebeu, de vários estabelecimentos prisionais, "inúmeras queixas, de reclusos e seus familiares, dando conta de uma situação que parece absolutamente ilegal e profundamente desumana".

"Ao que nos dizem, os reclusos que, devido ao seu bom comportamento, viram deferida, pelos diretores das cadeias onde cumprem pena, uma 'saída precária' de curta duração, estão impedidos, pela primeira vez, de sair dos estabelecimentos prisionais pelos guardas", lê-se na comunicação.

Nesse documento, a APAR alega que os guardas prisionais defendem que não está incluída nos "serviços mínimos" a abertura das portas aos reclusos para que possam usufruir dessas saídas. "Os reclusos foram notificados, as famílias informadas de que iriam passar o Natal a casa, mas - devido a uma atitude que só se pode compreender por pura maldade e vontade de instigar à revolta, por parte dos guardas prisionais - estarão impedidos de o fazer. As constantes provocações, cada vez mais mesquinhas, por parte do corpo da guarda prisional aos reclusos e seus familiares, podem vir a causar problemas gravíssimos nas cadeias", afirma a APAR.

ver mais vídeos