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Toupeira anónima denunciou encenação à PJ

Toupeira anónima denunciou encenação à PJ

Enredo da falsa descoberta pela Judiciária Militar do arsenal de Tancos foi descrito ao detalhe, incluindo estratagema para livrar autores do furto.

Foi uma carta anónima, denunciando o esquema de encenação da recuperação das armas furtadas em Tancos, que ofereceu precisas indicações à PJ civil sobre o plano das chefias da Polícia Judiciária Militar (PJM) para encobrir o pacto entre os supostos autores do furto e esta polícia. Os pormenores descritos no documento levaram a PJ a acreditar na denúncia, que, pelos detalhes nela contidos, só podia partir de uma toupeira na própria PJM.

Pouco depois de o armamento ter sido recuperado, na madrugada de 18 de outubro do ano passado, um documento não assinado deu entrada no Ministério Público de Lisboa. Nele era revelado que a recuperação das armas não passava de uma encenação montada pelas chefias da PJM. A carta indicava nomes, locais e elementos que a PJ confirmou ao longo da investigação que viria a conduzir à detenção do coronel Luís Vieira, ex-diretor da PJM, de dois majores e dois sargentos desta polícia, além de três elementos do Núcleo de Investigação Criminal da GNR de Loulé e um ex-paraquedista, suspeito de ter participado no furto do arsenal. Os pormenores só podiam ser conhecidos por alguém "da casa".