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Operação da PJ

Investigação a Berardo envolve mais dez arguidos

Investigação a Berardo envolve mais dez arguidos

A Polícia Judiciária (PJ) constituiu mais dez arguidos, além de Joe Berardo, suspeito de crimes de burla, fraude fiscal e branqueamento. O empresário madeirense e o seu advogado, André Luiz Gomes, únicos detidos desta operação, são esta quarta-feira ouvidos em primeiro interrogatório judicial, pelo juiz Carlos Alexandre em Lisboa.

De acordo com informações recolhidas pelo JN, a investigação do Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) e da Unidade Nacional de Combate à Corrupção da PJ já constituiu um total de 11 arguidos. São os dois detidos Joe Berardo e o seu advogado, além do ex-líder da Caixa Geral de Depósitos (CGD) e Millennium BCP, Santos Ferreira, assim como duas outras pessoas e seis pessoas coletivas.

Pelo menos uma das associações controladas por Joe Berardo estará no lote das pessoas coletivas constituídas arguidas.

Recorde-se que as autoridades estão a investigar os financiamentos de centenas de milhões de euros de que beneficiou Joe Berardo por parte da CGD, para financiar as compras de ações do BCP, sem garantias consideradas válidas.

Em causa estão crimes de administração danosa (imputável ao bancário da CGD), burla qualificada, fraude fiscal qualificada, branqueamento e, explicou o Ministério Público, "eventualmente, crimes cometidos no exercício de funções públicas".

Quinze anos após os factos, o empresário ainda deve cerca de mil milhões de euros à CGD, ao BCP e ao Novo Banco, que já beneficiaram da injeção de dinheiros públicos. Só a Caixa recebeu cerca de quatro mil milhões.

De acordo com informações recolhidas pelo JN, no centro da operação de terça-feira estará um alegado conluio entre pelo menos Berardo, Luiz Gomes e Santos Ferreira para "tomar conta" do banco, em 2007, numa luta interna de poder.

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