Investigação

Jovem procurada por usar polo da PSP no Metro apresentou-se na esquadra

Jovem procurada por usar polo da PSP no Metro apresentou-se na esquadra

Rapariga alegou que encontrou peça do fardamento junto a um ecoponto. Acrescentou desconhecer que o seu uso era proibido e que deitou o polo ao lixo após a polémica.

A jovem que estava a ser procurada pela PSP por vestir um polo da Polícia, quando circulava no Metro de Lisboa, apresentou-se voluntariamente às autoridades. Alegou que encontrou a peça do fardamento junto a um ecoponto da capital e que desconhecia que o uso daquele vestuário no espaço público era crime.

O caso foi conhecido na semana passada, depois da fotografia de uma rapariga de calções e com um polo da PSP, em plena carruagem do Metro de Lisboa, ter sido publicada nas redes sociais. A imagem rapidamente se tornou viral, obrigando a Direção Nacional da PSP a emitir um comunicado, no qual anunciava que tinha instaurado um inquérito para identificar a jovem e para apurar a forma como esta tinha ficado na posse de uma peça do fardamento oficial da Polícia. Justificou, na ocasião, que "o uso de peças de fardamento policial, mesmo que antigo (como este) não é permitido" e que em causa poderia estar "um processo criminal ou contraordenacional".

A investigação foi noticiada, em primeira mão, pelo JN e replicada por alguns órgãos de comunicação social, chegando ao conhecimento da mulher fotografada, que, no dia seguinte, apresentou-se numa esquadra de Lisboa. E foi aí que explicou que encontrou o polo, em setembro do ano passado, junto a um ecoponto da cidade. A peça estava, disse, no interior de uma saca, junto com outras roupas, quando decidiu levá-la para casa.

Descreveu ainda que decidiu vestir o polo depois de uma sessão de ginásio, pois desconhecia que o uso de uma peça da farda da Polícia era crime. E acrescentou, por fim, que já não está na posse do polo, pois deitou-o ao lixo após a polémica.

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