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Jovens acusam militares da GNR de os agredir cruelmente

Jovens acusam militares da GNR de os agredir cruelmente

Confrontos ocorreram no final do Festival da Juventude da Trofa, na madrugada deste domingo. Um dos feridos, de 17 anos, está internado no Hospital São João, devido a um coágulo de sangue na cabeça. GNR refere que detidos envolveram-se em agressões, recusaram abandonar local e ameaçaram militares

Três jovens, entre os 17 e os 20 anos, acusam militares do Destacamento de Intervenção (DI) da GNR de os terem agredido, no final da Festa da Juventude da Trofa, na madrugada deste domingo. Um dos rapazes está internado no Hospital São João, no Porto, devido a um coágulo de sangue na cabeça. Os pais garantem que houve brutalidade policial, mas a GNR, que efetuou três detenções, refere que os jovens envolveram-se em agressões, recusaram abandonar o local e ameaçaram os guardas.

Tudo aconteceu pela madrugada, após o final dos concertos do Festival da Juventude da Trofa, quando alguns festivaleiros rumaram a um parque de estacionamento junto ao recinto do Belive Trofa 2022. Aí, os militares terão dado ordem para dispersar, mas um grupo de seis amigos, todos residentes na Maia, permaneceu no local a planear a forma como iria regressar a casa. Nessa altura, dizem, foram surpreendidos com a chegada de uma carrinha da DI, da qual terão saído vários militares na sua direção.

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Ao JN, os rapazes descrevem que tentaram fugir, mas foram agredidos com bastões, murros e pontapés. Três dos amigos foram, em seguida, levados para a viatura policial e, garantem, vendados com as próprias camisolas e novamente agredidos até chegarem ao posto da GNR da Trofa. Abandonaram as instalações policiais depois das 6 horas, já como arguidos pelo crime de resistência e coação sobre funcionário e com ordem para se apresentarem, nesta segunda-feira, no tribunal.

GNR relata que jovens recusaram ordem para abandonar local

Os três jovens dirigiram-se, então, a casa e, já na companhia dos pais, foram ao Hospital São João para receber tratamentos aos ferimentos na cabeça, pernas e tronco. Após os exames, um deles, de 17 anos, ficou internado, porque uma tomografia computorizada (TAC) identificou um coágulo de sangue na cabeça. "Está em observação clínica e os médicos não o deixaram vir embora", justifica o pai, Samuel Pinho.

Juntamente com Joaquim Martins e Luís Martins, progenitores dos outros dois rapazes agredidos e detidos, Samuel Pinho, foi, na tarde deste domingo, formalizar uma queixa contra desconhecidos no posto da GNR de Alfena. "Estamos indignados. Foi um espancamento sem justificação", defendem os pais.

Contactada pela JN, fonte oficial da GNR confirma a detenção de "três indivíduos por resistência e coação sobre funcionário". "No términus do evento, os detidos recusavam-se a sair e envolveram-se em agressões. Foi-lhes dada ordem para sair, mas recusaram e ameaçaram os elementos da GNR no local", relata a mesma fonte.

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