Julgamento

Juiz infetado com covid-19 adia alegações finais de Pedrógão

Juiz infetado com covid-19 adia alegações finais de Pedrógão

O início das alegações finais do julgamento relativo às mortes nos incêndios de 17 de junho de 2017, em Pedrógão Grande, foi adiado para a próxima semana, determinou a juíza presidente do Tribunal de Leiria, Maria Clara Santos.

A magistrada justificou a decisão com o facto de António Centeno, um dos elementos do coletivo de juízes, ter testado positivo à covid-19. "Está com sintomas. Está congestionado e com temperatura."

Perante esta situação, Maria Clara Santos disse que esta quarta-feira, amanhã e na segunda-feira não haverá sessões. "Só na sexta-feira se conhecerá o resultado do teste PCR, para confirmar o diagnóstico", explicou.

"O colega testou positivo no dia de ontem à tarde e está em isolamento profilático sete dias", acrescentou Maria Clara Santos. Desta forma, é previsível que os trabalhos sejam retomados apenas no dia 11 de maio.

Caso o resultado do teste seja negativo, a próxima sessão decorre no dia 9. A decisão será comunicada na sexta-feira, quando se souber o resultado do teste PCR.

Além do juiz António Centeno, faltou à sessão José Revés, funcionário da Ascendi, por também se encontrar positivo à covid-19, revelou o advogado José António Barreiros. O arguido foi acusado pelo Ministério Público enquanto responsável pela gestão e manutenção da EN 236-1, conhecida pela "estrada da morte".

São ainda arguidos neste processo o comandante dos Bombeiros Voluntários de Pedrógão Grande, Augusto Arnaut, e os funcionários da antiga EDP Distribuição (atual E-REDES), José Geria e Casimiro Pedro.

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O Ministério Público acusou ainda os funcionários da Ascendi Ugo Berardinelli e Rogério Mota, e o ex-presidente, o ex-vereador e a ex-responsável pelo Gabinete Florestal do Município de Pedrógão Grande, Valdemar Alves, José Graça e Margarida Gonçalves.

O então presidente da Câmara de Castanheira de Pera, Fernando Lopes, e o presidente da Câmara de Figueiró dos Vinhos, Jorge Abreu, também constam entre os arguidos.

Os 11 arguidos são acusados dos crimes de homicídio por negligência e ofensa à integridade física por negligência, alguns dos quais graves, na sequência dos incêndios de Pedrógão Grande. O Ministério Público contabilizou 63 mortos e 44 feridos quiseram procedimento criminal.

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