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Juiz manda investigar detenções de jovens que acusam GNR de agressões

Juiz manda investigar detenções de jovens que acusam GNR de agressões

O juiz de turno do Tribunal de Santo Tirso, indicado para decidir as medidas de coação a aplicar aos três jovens que acusam militares do Destacamento de Intervenção (DI) da GNR de os terem agredido, no final da Festa da Juventude da Trofa, na madrugada de domingo, decidiu que estas detenções deveriam ser investigadas e remeteu o processo para o Ministério Público (MP).

Recorde-se que os jovens, com idades entre os 17 e os 20 anos, foram detidos por resistência e coação sobre funcionários na madrugada de domingo, após o final dos concertos do Festival da Juventude da Trofa, quando alguns festivaleiros rumaram a um parque de estacionamento junto ao recinto do Belive Trofa 2022.

Aí, os militares terão dado ordem para dispersar, mas um grupo de seis amigos, todos residentes na Maia, permaneceu no local a planear a forma como iria regressar a casa. Nessa altura, dizem os jovens, foram surpreendidos com a chegada de uma carrinha da DI, da qual terão saído vários militares na sua direção.

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Um dos rapazes foi internado no Hospital São João, no Porto, devido a um coágulo de sangue na cabeça, mas teve entretanto alta. Os pais já apresentaram queixa e garantem que houve brutalidade policial, mas a GNR, que efetuou as três detenções, refere que os jovens envolveram-se em agressões, recusaram abandonar o local e ameaçaram os guardas.

Notificados para se apresentaram esta segunda-feira ao Tribunal de Santo Tirso, o juiz entendeu que não era um caso para beneficiar de suspensão provisória do processo ou para ser julgado em sumaríssimo. Por isso, encaminhou o processo para o MP, que irá agora investigar as circunstâncias das detenções.

Paralelamente, decorrerá um segundo inquérito motivados pelas queixas apresentadas pelos jovens e pais contra os militares, alegando terem sido agredidos pelos guardas do DI.

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