
Rui Manuel Ferreira / Global Ima
Foi adiada, pela segunda, vez a leitura da sentença do militar da GNR de Fafe acusado de burla juntamente com os pais e a mulher, candidata a juíza.
O Tribunal de Guimarães fez uma alteração não substancial aos factos, pelo que os advogados de defesa pediram prazo para se pronunciarem, acedendo à audição de mais testemunhas. Por isso, a leitura do acórdão foi adiada e marcada nova sessão, para 14 de julho.
Os arguidos estão acusados de elaborarem um esquema em que o pai do militar da GNR pedia dinheiro emprestado a pessoas, maioritariamente a idosos, alegando que o filho teria um problema com a justiça e poderia ser expulso da Guarda caso não conseguisse dinheiro para resolvê-lo. O Ministério Púbico refere que o dinheiro, cerca de 400 mil euros, serviria para o militar, Sérgio Ribeiro, e a mulher, Soraia, levarem uma vida sumptuosa, com compras de viagens e carros de luxo.
Na quinta-feira, Sérgio disse, mais uma vez, ao tribunal, que não sabia que o pai pedia empréstimos para o ajudar e que nunca lhe tinha falado da hipótese de ser obrigado a sair da GNR. A mãe notou que o filho lhe pedia dinheiro "para advogados e para o tribunal", mas que não sabia dos empréstimos nem do suposto risco de sair da força de segurança.
Segundo a acusação, o esquema decorreu entre 2016 e 2018.
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