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Líder nacional da Investigação da GNR arguido no caso Tancos

Líder nacional da Investigação da GNR arguido no caso Tancos

Coronel Amândio Marques foi suspenso de funções como medida de coação por envolvimento na recuperação encenada das armas furtadas de Tancos.

O coronel Amândio Marques, diretor nacional da Investigação Criminal da GNR, é o mais recente arguido do processo relacionado com o furto e posterior recuperação das armas do quartel de Tancos. O oficial da Guarda, que foi obrigado por um juiz a suspender funções, terá tido conhecimento do conluio entre o Núcleo de Investigação Criminal (NIC) da GNR de Loulé e a Polícia Judiciária Militar (PJM) que culminou na recuperação encenada do arsenal. Mas não denunciou o plano. É o 24.º arguido do processo.

Ao JN, a Procuradoria-Geral da República (PGR) disse apenas que "o inquérito encontra-se em investigação e está em segredo de justiça", mas confirma que este ganhou, nos últimos dias, mais um arguido. Não revela, contudo, ao contrário do que fez, por exemplo, com o ex-ministro da Defesa, Azeredo Lopes, a identidade do militar envolvido, que esteve rodeada de secretismo. "[O processo] tem 24 arguidos constituídos", diz, simplesmente a PGR.