
Mãe e filha apropriaram-se de dinheiro e bens de uma tia vulnerável
Orlando Almeida / Global Imagens
Duas mulheres, mãe e filha, foram acusadas pelo Ministério Público (MP) de Lisboa dos crimes de burla qualificada, furto qualificado e falsificação de documentos. Ter-se-ão aproveitado das fragilidades de uma tia para se apropriarem de mais de 120 mil euros em dinheiro, valores de seguros e um imóvel.
O caso teve início em maio de 2018, altura em morreu o tio de uma das arguidas. Devido ao luto e à idade avançada, a mulher deste encontrava-se num estado precário de saúde e algo alheada da realidade. Segundo a acusação, a sobrinha assumiu a gestão do património da viúva e convenceu-a a outorgar num cartório uma procuração que lhe conferia vários poderes sobre aqueles bens.
Na posse dessa procuração, a sobrinha efetuou várias transferências bancárias da conta da tia para a sua própria conta e para a conta da filha, a outra arguida no processo, num valor total de mais de 120 mil euros.
Já após a morte da tia levantou os valores de duas apólices de seguros. Depois disso, ainda com base na procuração, vendeu um apartamento à filha, que dois meses depois o vendeu a terceiros.
Após investigação dirigida pelo MP do DIAP de Lisboa, foi requerido o julgamento, perante Tribunal Coletivo, das duas arguidas: a mãe por um crime de burla qualificada, um crime de furto qualificado e um crime de falsificação de documento e a filha pela prática de um crime de furto qualificado.
