Ortopedista do hospital de Penafiel detido por violar paciente durante consulta

Ortopedista do hospital de Penafiel detido por violar paciente durante consulta
Ivo Pereira/Global Imagens/Arquivo
A Polícia Judiciária deteve um médico pela presumível autoria de crimes de violação e coação sexual, desde o ano passado, durante consultas. São duas mulheres que se queixaram de práticas abusivas.
Segundo apurou o JN, o médico em causa é um ortopedista do Hospital Padre Américo, em Penafiel. MSR, de 60 anos, terá despido totalmente uma paciente durante uma consulta após o que terá praticado atos considerados por lei como violação. A última vítima foi abusada na semana passada e queixou-se logo as autoridades.
"O arguido, médico de profissão, no âmbito das suas funções de consulta em ambulatório em estabelecimento hospitalar público, com o pretexto de melhor efetuar o diagnóstico médico, terá sujeitado as vítimas à prática de atos sexuais abusivos", informa, em comunicado, a Diretoria do Norte da Polícia Judiciária (PJ).
"As vítimas, embora constrangidas, submetiam-se às referidas práticas, dada a situação de dependência em que se encontravam, bem como pela ignorância face aos alegados atos médicos em curso", lê-se no comunicado.
A outra vítima, que também se queixou de ter sido violada durante uma consulta, terá sido abusada no ano passado, no Hospital de Penafiel. Logo na altura, a PJ investigou o caso e remeteu o inquérito para o tribunal com fortes indícios da prática do crime. O médico, residente em Matosinhos, negou, Mas, entretanto, foram solicitados mais exames periciais o que acabou por atrasar a dedução de uma acusação visando o ortopedista.
Os dois casos de violação foram agora juntos no mesmo processo. As autoridades acreditam que possam agora surgir mais queixas de mulheres que até agora nunca denunciaram práticas abusivas por vergonha ou por acreditar que a justiça não lhes iria dar credibilidade.
O médico foi apresentado a tribunal, que decretou, como medidas de coação, a suspensão de funções em "qualquer estabelecimento de saúde público ou privado e proibição de contactos com as vítimas e testemunhas do inquérito.
Além do Hospital de Penafiel, o ortopedista também exercia em hospitais privados na Trofa, Paredes e Porto.
