Viseu

Militantes do Chega acusados de agressões e insultos homofóbicos

Militantes do Chega acusados de agressões e insultos homofóbicos

Um jovem, de 26 anos, diz ter sido insultado e agredido por militantes do Chega junto à sede do partido em Viseu. Os insultos, segundo a vítima, começaram há algum tempo e o episódio de violência ocorreu na quarta-feira ao final da tarde.

"As agressões tiveram lugar, e foram motivadas por um discurso homofóbico, usado, acima de tudo, como uma tentativa de ofensa e provocação por parte de membros do partido Chega, em Viseu, e aos quais a vítima reagiu, por serem já recorrentes as provocações dos agressores", explicam em comunicado os advogados do jovem, que repudiam tudo o que ocorreu.

Ao que o JN apurou, estarão envolvidos nas agressões um dirigente do Chega e o candidato do partido à Câmara Municipal de Viseu, Pedro Calheiros.

"Conscientes da gravidade dos acontecimentos, acreditamos que estes comportamentos merecem ser tratados com a maior seriedade e rigor. Avançaremos, por isso, com as ações judiciais devidas contra os agressores envolvidos, confiantes de que a justiça, nestas como noutras situações, não se faz em praça pública", salientam.

O presidente da distrital do Chega, João Tilly, diz que "vai ouvir a versão dos militantes do partido" e espera ainda conseguir falar "com o alegado agredido" para se inteirar do que aconteceu e depois fazer um relatório para fazer chegar à direção nacional do Chega.

Fonte da PSP de Viseu confirma ter sido chamada na quarta-feira para junto da sede do partido liderado por André Ventura, na sequência de desacatos, acrescentando que foram identificados dois homens, sendo que ambos diziam ter sido agredidos. Nenhum apresentou formalmente queixa. A polícia diz ainda desconhecer o que estará por detrás deste caso.

A distrital do Bloco de Esquerda já reagiu a este episódio, repudiando "qualquer tipo de violência LGBTI+ fóbica" e pedindo uma reflexão sobre este assunto.

PUB

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG