Vila Verde

Militar da GNR condenado por apontar pistola a vizinho

Militar da GNR condenado por apontar pistola a vizinho

Um militar da GNR foi condenado, esta terça-feira, pelo Tribunal de Vila Verde, numa pena de 14 meses de prisão, suspensa na sua execução e sujeita a regime de prova, e ficou inibido de usar armas de fogo. Provou-se que cometeu um crime de ameaça agravada, com recurso a uma pistola com calibre de guerra, a um vizinho com quem tinha um conflito. Tudo, alegadamente, por causa de uma dívida de 100 mil euros ao pai do militar.

O Tribunal de Vila Verde concluiu que o guarda do posto local da GNR, mas que está suspenso de funções, puxou da pistola e apontou-a ao empresário José Magalhães Ferreira, seu vizinho, em abril de 2018, mas não aos dois funcionários deste que estavam em redor

Carlos Lima, de 37 anos, solteiro, afirmou à juíza que a sentença era "uma injustiça", que não o impedirá de recorrer para os tribunais superiores. A magistrada, que também lhe referiu a possibilidade de recurso, ficou desagradada com tom de voz do arguido militar e de ser interrompida várias durante a leitura da sentença.

Face à postura do arguido, a juíza mandou chamar a GNR. O arguido saiu escoltado, em direção ao posto de Vila Verde, revoltado com a condenação, já que no julgamento argumentou ter "agido em legítima defesa". Sustentou que só foi ao carro buscar a pistola depois de ser sovado e perseguido pelo empresário e pelos seus dois funcionários.

Perseguição de magistrados

Recentemente, Carlos Lima também foi condenado, em Braga, por perseguição a uma juíza e a dois procuradores. Foi punido com uma pena suspensa de quatro anos e quatro meses e com o pagamento de uma indemnização de dez mil euros aos três magistrados. Também ficou obrigado a sujeitar-se a tratamento psiquiátrico.

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