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Morreu agente da PSP agredido à porta de discoteca

Morreu agente da PSP agredido à porta de discoteca

O agente da PSP Fábio Guerra, que foi agredido na madrugada de domingo, quando tentava impedir desacatos à porta de uma discoteca em Lisboa, morreu esta segunda-feira de manhã, "vítima das graves lesões cerebrais que sofreu".

Segundo a PSP, que revelou a morte de Fábio Guerra em comunicado, o agente morreu esta manhã, às 9.58 horas.

"A PSP agradece todos os esforços do pessoal médico do Hospital de São José, na assistência ao nosso Polícia, na luta que travou. O Agente Fábio Guerra honrou, até às últimas consequências, a sua condição policial e o seu juramento de "dar a vida, se preciso for", num gesto extremo de generosidade e sentido de missão. Disso nunca nos esqueceremos", escreve ainda aquela força policial em comunicado.

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Presidente endereçou condolências à família

Numa nota no site da Presidência da República, Marcelo Rebelo de Sousa manifesta "a sua tristeza e pesar pela perda de uma vida em circunstâncias tão trágicas", referindo-se à "morte prematura" do polícia agredido na madrugada de domingo.

"O agente Fábio Guerra será recordado pela sua abnegação, coragem e dedicação ao serviço do próximo e da segurança pública", afirma o presidente, endereçando "as mais sentidas condolências" à família do agente, bem como aos seus amigos e aos profissionais da PSP.

Dois militares sob suspeita

Dois fuzileiros estão "a responder a um inquérito interno e à disposição das autoridades policiais" para as investigações sobre o caso das agressões a quatro polícias no exterior de uma discoteca em Lisboa. Em comunicado, a Marinha refere que, no sábado, "dois militares, do regime de contrato, da classe de Fuzileiros, envolveram-se nos confrontos que ocorreram na madrugada desse mesmo dia, na via pública, junto de um espaço noturno, em Lisboa, tendo posteriormente informado as respetivas chefias" do sucedido.

A Marinha adianta que mandou os dois militares apresentarem-se na respetiva unidade, "onde se encontram a responder a um inquérito interno e à disposição das autoridades policiais para as devidas investigações".

Agentes da PSP tentaram travar rixa

Num comunicado divulgado no sábado, a PSP referia que o incidente ocorreu na madrugada desse dia, pelas 06:30, "no exterior de um estabelecimento de diversão noturna, na Avenida 24 de Julho", tendo começado com agressões mútuas entre vários cidadãos.

Segundo relatou a PSP, no local encontravam-se "quatro polícias, fora de serviço, que imediatamente intervieram, como era sua obrigação legal", acabando por ser agredidos "violentamente" por um dos grupos, formado por cerca de 10 pessoas.

Durante a ação policial, um dos polícias foi "empurrado e caiu ao chão, onde continuou a ser agredido com diversos pontapés, enquanto os restantes polícias continuavam também a defender-se das agressões", adianta a PSP. De acordo com a polícia, os agressores colocaram-se em fuga e não foi possível a sua identificação.

A PSP informou ainda que estavam em curso todas as diligências, em coordenação com a PJ, para a identificação dos autores das agressões.

"Salientamos que os polícias, apesar de não estarem em serviço, não deixaram de intervir, cumprindo com a sua condição policial, tentando manter a ordem pública a integridade física dos concidadãos que servimos", realçou a PSP.

A PSP disponibilizou acompanhamento psicológico através da sua Divisão de Psicologia, aos polícias agredidos e aos seus familiares.

A PSP apelou às pessoas que frequentam as áreas de diversão noturna para que adotem comportamentos ordeiros e que evitem confrontos e agressões, pois colocam em perigo a integridade física e a vida de terceiros.

Também no sábado, a ministra da Administração Interna (MAI), Francisca Van Dunem, manifestou "preocupação face à brutalidade e violência da agressão" contra os polícias, classificou tais atos de "intoleráveis" e prometeu um "rápido apuramento dos factos".

"Francisca Van Dunem manifesta a sua preocupação face à brutalidade e violência da agressão, totalmente intoleráveis e que justificam um rápido apuramento dos factos e a responsabilização dos seus autores", lia-se numa nota do Ministério da Administração Interna (MAI).

Na nota, a ministra exprimiu também a sua solidariedade para com os agentes agredidos, e com as suas famílias, e, em particular, para com o agente que se encontra hospitalizado.

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